A Dexco (DXCO3) registrou lucro líquido de R$ 71,9 milhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado é uma alta de 22,7% frente ao mesmo período do ano passado, quando havia sido de R$ 58,6 milhões. Por outro lado, o lucro recorrente registrou uma queda de 14% frente o mesmo período de 2025, quando havia atingido R$ 83,8 milhões.
Enquanto isso, a receita líquida consolidada obtida no período foi de R$ 2,018 bilhões ante R$ 1,902 bilhão dos três primeiros meses de 2025, tendo uma elevação de 6,1%.
Já o Ebitda da empresa fabricante de objetos domésticos foi de R$ 597 milhões. Esse resultado é 22,9% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
Dados operacionais
Entre os segmentos de negócios, a receita líquida da divisão Madeira avançou 8,1% na comparação anual, enquanto Metais & Louças apresentou crescimento de 9,4%. Já o segmento de Revestimentos Cerâmicos registrou retração de 13,9% frente ao primeiro trimestre de 2025.
As receitas líquidas unitárias também apresentaram evolução nos segmentos de Madeira e Metais & Louças, com altas de 8,8% e 12,9%, respectivamente, refletindo reajustes de preços e melhora do mix de produtos.
Endividamento
A empresa encerrou o primeiro trimestre de 2026 com dívida bruta consolidada de R$ 8,454 bilhões, aumento de R$ 406,3 milhões em relação ao quarto trimestre de 2025 e de R$ 1,601 bilhão na comparação anual.
Segundo a companhia, o avanço do endividamento bruto reflete principalmente ajustes em instrumentos financeiros, além da manutenção de uma estratégia mais conservadora de liquidez ao longo do trimestre.
Apesar da alta da dívida bruta, a dívida líquida apresentou redução e encerrou o período em R$ 5,323 bilhões. O montante ficou R$ 195,9 milhões abaixo do registrado no quarto trimestre de 2025 e R$ 41,1 milhões inferior ao observado no primeiro trimestre do ano passado.
A Dexco atribuiu a melhora da dívida líquida à forte geração de caixa no período, à disciplina na gestão de caixa e ao encerramento do ciclo de investimentos realizado entre 2021 e 2025.
Com isso, o índice de alavancagem financeira, medido pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado e recorrente dos últimos 12 meses, recuou para 2,99 vezes no primeiro trimestre de 2026, ante 3,35 vezes no quarto trimestre de 2025 e 3,45 vezes no mesmo período do ano anterior.






