A Axia (AXIA3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 2,631 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 354 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Na visão ajustada, o lucro chegou a R$ 3,707 bilhões — resultado que a companhia atribui principalmente ao forte desempenho no segmento de geração e à disciplina na gestão de custos.
O EBITDA regulatório ajustado atingiu R$ 8,6 bilhões no período, crescimento de 60% sobre o 1T25. O principal motor foi a margem de contribuição da geração no Ambiente de Contratação Livre e no Mercado de Curto Prazo, que saltou de R$ 899 milhões para R$ 4,602 bilhões — expansão de 412%.
O resultado reflete a descotização gradual das usinas hidrelétricas renovadas no processo de privatização da companhia, a convergência de preços entre os submercados Norte e Nordeste com o Sudeste, e o aumento do Preço de Liquidação das Diferenças em todos os submercados.
Receitas
Em contrapartida, a receita de transmissão recuou 13,3%, para R$ 3,426 bilhões, pressionada pelo reconhecimento de uma provisão de R$ 725 milhões relacionada a ativos e passivos de restituição regulatória. A companhia afirma que a medida não tem impacto caixa e visa suavizar a trajetória de receita ao longo dos ciclos tarifários.
Na frente operacional, os investimentos totalizaram R$ 1,355 bilhão, alta de 36% na comparação anual, com destaque para os projetos de ampliação de transmissão, que avançaram de R$ 54 milhões para R$ 263 milhões. A empresa também arrematou 190 MW no Leilão de Reserva de Capacidade 2026, com previsão de aporte de R$ 1 bilhão na Usina Hidrelétrica de Luiz Gonzaga.
O PMSO ajustado caiu 3% na base anual, para R$ 1,441 bilhão, enquanto as provisões operacionais ajustadas recuaram 22%, para R$ 68 milhões. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 46,045 bilhões, com custo médio de CDI + 0,03% ao ano — melhora frente ao CDI + 0,15% registrado no 1T25.






