A Auren (AURE3) registrou prejuízo líquido de R$ 601,6 milhões no primeiro trimestre do ano, em oposição ao lucro líquido de R$ 54 milhões do mesmo período do ano anterior, revertendo o resultado. Além disso, a companhia também viu um avanço na alavancagem: 5,2x ante 4,8x. É o que mostra o balanço da companhia.
Apesar disso, a empresa registrou uma receita líquida de R$ 3,074 bilhões nos três primeiros meses do ano, tendo uma alta de 4,1%, uma vez que registrou R$ 2,952 bi no mesmo período do ano anterior.
Já o Ebitda ajustado recuou 23,2%, ao sair de R$ 1,205 bilhão no primeiro trimestre de 2025 e chegar a R$ 925 milhões nos três primeiros meses deste ano.
Dados operacionais
A Auren registrou queda na geração de energia hidrelétrica e eólica no primeiro trimestre de 2026, em meio ao menor despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e à redução do recurso eólico no período.
A produção de energia dos ativos hidrelétricos próprios da companhia totalizou 2,1 GW médios entre janeiro e março, volume 20% inferior ao observado no mesmo período de 2025 e 0,6% abaixo da garantia física dos empreendimentos. Segundo a empresa, o desempenho foi impactado principalmente pela redução do despacho realizado pelo ONS.
Apesar da retração na geração, o Índice de Disponibilidade Verificada (IDv60) permaneceu acima dos níveis de referência estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) nas principais hidrelétricas do portfólio da companhia: Porto Primavera, Água Vermelha e Nova Avanhandava. Juntas, as usinas representam 78,2% da capacidade instalada hidrelétrica da Auren.
Leia também:
- Axia lucra R$ 2,6 bilhões no 1º tri e Ebitda salta 60%
- Portfólio reequilibrado: BTG vê Auren com outros olhos
- Apesar de balanço, alavancagem da Auren ainda preocupa
Nas unidades que ainda apresentam indicadores abaixo das referências regulatórias — equivalentes a 15% da capacidade hidrelétrica da empresa — a companhia atribuiu o desempenho a eventos pontuais registrados em períodos anteriores, como manutenções programadas e ocorrências específicas.
Para mitigar os impactos e elevar a confiabilidade operacional, a Auren informou que realizou adequações no cronograma plurianual de manutenção, buscando preservar a disponibilidade dos ativos.
No segmento eólico, a produção de energia, somada à parcela ressarcível das restrições de geração classificadas como Razão de Indisponibilidade Externa (REL), alcançou 835,2 MW médios no primeiro trimestre de 2026, recuo de 16% na comparação anual.






