As ações da CSN Mineração (CMIN3) recuaram 6,85% na véspera, acompanhando a queda do minério de ferro para a mínima de quase um mês. O pano de trás é a deterioração forte da rentabilidade das siderúrgicas chinesas, fator que pode limitar a demanda pela commodity no curto prazo.
O movimento continuou nesta terça-feira (15), com o minério cedendo 0,56% em Dalian, a ¥ 707,5 por tonelada, o equivalente a US$ 105,46.
O posicionamento contra o papel
O Bradesco BBI chama atenção para o volume de apostas na queda da ação. A CSN Mineração apresenta taxa de aluguel de 29,30%, patamar que revela demanda alta de quem toma os papéis emprestados para vender a descoberto.
O segundo indicador é ainda mais relevante. São 14,92 dias de cobertura, número de pregões necessários para recomprar todas as posições vendidas ao volume médio negociado. Quanto maior esse prazo, mais difícil desmontar as posições sem mexer no preço.
Os dois caminhos possíveis
“A continuidade da pressão sobre o minério pode sustentar novas posições vendidas e ampliar a volatilidade do papel, enquanto uma recuperação da commodity poderia tornar a CSN Mineração mais sensível a movimentos de cobertura de short”, aponta Ricardo França, analista do Bradesco BBI.
Na prática, o papel está montado para reagir com intensidade nas duas direções. Se o minério seguir caindo, a pressão vendedora tende a se somar à queda. Se a commodity virar, quem apostava na baixa precisa recomprar as ações, movimento que amplifica a alta.






