A menor contribuição da divisão de mineração deve pesar sobre os resultados da CSN (CSNA3) no segundo trimestre de 2026, enquanto a CSN Mineração (CMIN3) deve enfrentar um novo aumento de custos operacionais. Essa é a avaliação do Bradesco BBI, que projeta um trimestre marcado pela pressão sobre a rentabilidade das operações de minério de ferro.
Para a CSN, o banco estima Ebitda consolidado de R$ 2,4 bilhões no período, refletindo principalmente o desempenho mais fraco da mineração. Apesar desse impacto, os negócios de siderurgia e cimento devem apresentar melhora operacional na comparação com o primeiro trimestre.
Na divisão de siderurgia, o Bradesco BBI projeta Ebitda de R$ 524 milhões, alta de 33% em relação ao trimestre anterior, embora ainda represente queda de 10% na comparação anual. Segundo o banco, a recuperação sequencial deve ser sustentada pelo avanço dos volumes vendidos e por preços mais elevados, parcialmente compensados pelo aumento dos custos de produção.
Já o segmento de cimento deve manter o bom momento operacional. A expectativa é de um Ebitda de R$ 451 milhões, crescimento de 15% frente ao primeiro trimestre, impulsionado por maiores volumes comercializados e preços mais fortes.
Sob a ótica financeira, o Bradesco BBI avalia que a geração de caixa da CSN continuará pressionada pelos elevados investimentos e pelas despesas com juros. Ainda assim, o banco acredita que o fluxo de caixa livre poderá mostrar melhora em relação ao trimestre anterior, beneficiado por um efeito positivo do capital de giro.
Custos pressionam CSN Mineração
Para a CSN Mineração, o Bradesco BBI projeta um cenário mais desafiador, com queda da rentabilidade em meio ao avanço dos custos e à redução dos volumes de vendas.
O banco estima Ebitda de R$ 913 milhões no segundo trimestre, refletindo uma combinação de preços e volumes menores, além da continuidade da pressão sobre os custos operacionais.
A expectativa é de que a produção de minério de ferro alcance 10,9 milhões de toneladas no período, queda de 6% em relação ao mesmo trimestre de 2025, impactada por chuvas mais intensas.
Ao mesmo tempo, os custos C1 — indicador que mede o custo direto de produção e transporte do minério até o porto — devem atingir US$ 24,10 por tonelada, o maior patamar dos últimos anos. Segundo o Bradesco BBI, a alta será provocada principalmente pelo aumento dos preços do diesel e pela valorização do real frente ao dólar.
Na avaliação do banco, a combinação de custos mais elevados, menor produção e preços mais fracos do minério deve continuar limitando o desempenho financeiro da CSN Mineração ao longo do trimestre.
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