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Credores da Americanas (AMER3) concordam em rolar dívida

Credores da Americanas (AMER3) concordam em rolar dívida

Preocupados, os credores da Americanas (AMER3) já concordaram em rolar a dívida da companhia, mesmo sabendo que a alavancagem terá um aumento significativo. Segundo matéria do Valor Econômico, o comando da varejista já teria procurado credores para um eventual acordo. Uma fonte não revelada pelo jornal negou a quebra da empresa e que instituições financeiras […]

Preocupados, os credores da Americanas (AMER3) já concordaram em rolar a dívida da companhia, mesmo sabendo que a alavancagem terá um aumento significativo. Segundo matéria do Valor Econômico, o comando da varejista já teria procurado credores para um eventual acordo.

Uma fonte não revelada pelo jornal negou a quebra da empresa e que instituições financeiras foram procuradas para ventilar um follow-on de forma a capitalizar a empresa para cobrir o rombo de R$ 20 bilhões descoberto ontem.

Ao rolar a dívida, a inadimplência da companhia é evitada, bem como um efeito dominó no sistema financeiro. Isso porque a Americanas (AMER3) não teria como arcar com todas as dívidas do momento se foram considerados vencimentos antecipados de contratos de financiamentos.

Credores da Americanas (AMER3) veem eventual rebaixamento no rating

O que pode ocorrer a contragosto dos credores da Americanas (AMER3) é um eventual rating da companhia no caso de elevação da alavancagem caso seja reconhecido que os R$ 20 bilhões são dívidas, assim como perda da credibilidade.

No começo da tarde, a companhia divulgou um fato relevante no qual esclarece um ofício enviado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre uma teleconferência realizada pela manhã. No documento, a companhia explica que o agora ex-CEO, Sérgio Rial, prestou esclarecimentos quanto às inconsistências contábeis.

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“Durante a realização da teleconferência e diante do fato de que havia sido atingido o limite de participantes da plataforma utilizada, foi verificado que não havia sido iniciada a gravação da teleconferência, o que passou a ser feito de imediato”, explicou a empresa devido ao fato de alguns acionistas não terem conseguido acompanhar a teleconferência.

“Antes do encerramento da teleconferência, para evitar prejuízos aos participantes do mercado, o Sr. Sergio Rial sumarizou as informações que haviam sido passadas no início da teleconferência”, disse outro trecho do fato relevante.

A companhia explicou ainda que, no momento, não é possível determinar todos os impactos de tais inconsistências na demonstração de resultado e no balanço patrimonial. Somente com a conclusão de trabalhos de apuração e dos trabalhos a serem realizados pelos auditores independentes, após o que será possível determinar adequadamente todos os impactos nas demonstrações financeiras.

ão desaba 79% e volta a entrar em leilão

Após vários atrasos, as ações da Americanas (AMER3) começaram a ser negociadas por volta das 14h27 com queda de 79,67%, a R$ 2,44 e logo em seguida voltaram a entrar em leilão.

Além disso, bancos de investimentos começam a rever avaliações sobre o ativo. O Morgan Stanley, por exemplo, retirou recomendação de compra para Americanas (AMER3) e não tem mais preço-alvo. O último relatório, de outubro, estabelecia preço-alvo de R$ 16 e recomendação de compra.

O banco Safra também passou a revisar a recomendação para Americanas (AMER3) bem como o preço-alvo.

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