Os balanços do primeiro trimestre de 2026 dos bancos brasileiros chegam em meio a um ambiente de crescente cautela entre investidores. É o que revela pesquisa do Bank of America realizada entre 16 e 26 de abril com 30 gestores locais e globais. Apesar do otimismo renovado com a bolsa brasileira de forma geral, o setor financeiro enfrenta um movimento de redução de exposição.
Segundo o relatório, “os investidores se tornaram significativamente mais otimistas com o Ibovespa para 2026, mas, ao mesmo tempo, aumentaram o underweight em ações de bancos“. A explicação, de acordo com o banco americano, está no impacto negativo que juros elevados por mais tempo tendem a exercer sobre os lucros das instituições financeiras.
Nesse cenário, a Nubank (ROXO34) emergiu como a principal posição entre os investidores do setor.
“A Nu registrou um dos maiores aumentos de preferência no primeiro trimestre de 2026 e agora é a ação mais detida no espaço de instituições financeiras”, aponta o documento. BTG Pactual (BPAC11) e Itaú Unibanco (ITUB4) aparecem na sequência, em segundo e terceiro lugares, enquanto Bradesco (BBDC4) e B3 ($B3SA3) avançaram para a quarta e quinta posições.
No lado oposto, Banco do Brasil (BBAS3) e BB Seguridade (BBSE3) seguem como os nomes mais evitados. “BBAS e BBSE continuam sendo os ativos com maior underweight entre os investidores”, destaca o relatório, com Santander Brasil (SANB11) e Caixa Seguridade (CXSE3) também registrando aumento na posição vendida.
Melhores resultados
Quanto aos resultados esperados para o trimestre, B3 e Bradesco devem apresentar os melhores números, enquanto Banco do Brasil e Stone devem figurar entre as entregas mais fracas. “B3SA e BBDC devem apresentar os melhores resultados do primeiro trimestre de 2026”, indica a análise.
A qualidade dos ativos é o tema que mais preocupa. “Quase 90% dos entrevistados estão preocupados com as tendências de qualidade dos ativos em 2026”, afirma o relatório — mas há divisão sobre se esse risco já está precificado pelo mercado.
As preferências também variam conforme o cenário macroeconômico.
Em um ciclo de queda de juros, XP, BTG e B3 lideram as escolhas. Já em um ambiente de juros altos por mais tempo, “os investidores preferem o Itaú”, conclui o Bank of America.






