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Construção civil: empresas enfrentam cenários distintos

Construção civil: empresas enfrentam cenários distintos

Entre as empresas analisadas, a Cury aparece como o principal destaque de curto prazo

O setor de construção civil brasileiro entra em 2026 dividido entre dois mundos bastante distintos. De um lado, a força do segmento de baixa renda segue sustentando o ritmo das incorporadoras voltadas ao programa Minha Casa Minha Vida. Do outro, empresas expostas à média e alta renda enfrentam um ambiente mais desafiador, com crédito mais restrito e consumidores mais cautelosos.

É nesse cenário que o relatório da Ágora mantém uma visão construtiva para três nomes do setor: Cury (CURY3), Tenda (TEND3) e Cyrela (CYRE3).

Entre as empresas analisadas, a Cury aparece como o principal destaque de curto prazo. A casa projeta um crescimento de lucro de 19% entre 2026 e 2027, além de um dividend yield estimado em 8%, combinação que reforça a atratividade do papel.

Na prévia do quarto trimestre de 2025 (4TRI25), a expectativa é de lucro líquido de R$ 259 milhões — alta de 56% na comparação anual e 4% acima do consenso de mercado. As margens devem permanecer estáveis em 40%, evidenciando disciplina operacional mesmo em um ambiente macroeconômico mais apertado.

Para os analistas, a companhia reúne fundamentos sólidos e um dos melhores “momentums” de resultado do setor neste momento.

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Tenda busca reduzir desconto

A Tenda, por sua vez, começa a melhorar sua equação de risco-retorno. A expectativa de avanço na geração de caixa já no próximo trimestre é vista como um possível gatilho para reduzir a diferença de valuation em relação à Cury e à Direcional.

Depois de um período de ajustes operacionais e foco na eficiência, a companhia pode entrar em uma fase mais equilibrada, caso consiga comprovar consistência na geração de caixa.

Cyrela se beneficia do fluxo externo

No segmento de média e alta renda, a Cyrela se destacou recentemente com a entrada de fluxos estrangeiros direcionados a mercados emergentes. Ainda assim, negocia a um valuation considerado atrativo: cerca de 6,9 vezes o lucro estimado para 2026.

Na prévia do 4T25, a empresa deve reportar lucro líquido ajustado de R$ 651 milhões, número 28% acima do consenso. Apesar disso, as estimativas para 2026 foram revisadas para baixo em 8%, refletindo um cenário mais desafiador para o segmento.