A compra de participação majoritária na CBA (CBAV3) por uma joint-venture entre a Rio Tinto e a Chalco pode destravar o direito de tag-along para os minoritários da companhia, entendem os analistas do Bradesco BBI em um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (30).
A Rio Tinto adquirirá a participação de 68,6% da Votorantim por R$ 4,7 bilhões em dinheiro. Já a Chalco deterá 67% da joint venture, enquanto os 33% restantes serão detidos pela Rio Tinto.
“Observamos que a potencial venda da participação da CBA era amplamente esperada pelos investidores, com as ações subindo 92% desde o início de dezembro, superando significativamente seus pares e os preços do alumínio. De fato, o preço implícito da transação de R$ 10,50 por ação está relativamente em linha com o último fechamento (R$ 10,35 por ação)”, apontam Rafael Barcellos e Renato Chanes.
Segundo eles, dada a mudança no controle acionário da empresa, os acionistas minoritários, provavelmente, terão direito ao tag-along.
Tag‑along é um mecanismo de proteção a acionistas minoritários em caso de venda do controle de uma empresa. Ele garante que o minoritário possa vender suas ações ao novo controlador pelas mesmas condições — geralmente o mesmo preço por ação — recebidas pelo acionista que detém o controle.






