O BTG Pactual (BPAC11) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com números que surpreenderam até os mais otimistas: lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões, alta de 42% sobre os R$ 3,4 bilhões registrados no mesmo período de 2025, e receita total de R$ 10 bilhões, crescimento de 34% na comparação anual.
O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) chegou a 26,6%, ante 23,2% no primeiro trimestre de 2025 — avanço expressivo para uma instituição que já opera em escala e rentabilidade elevadas. O resultado por unit também subiu, passando de R$ 0,89 para R$ 1,24 no período.
Outras divisões
Entre as unidades de negócio, o Corporate Lending foi o destaque absoluto. A divisão atingiu receitas recordes de R$ 2,3 bilhões, crescimento de 20,7% na comparação anual, impulsionada pela expansão da carteira de crédito corporativo, que chegou a R$ 281 bilhões. A menor concorrência dos mercados de capitais ao longo do trimestre favoreceu a originação de crédito com spreads mais saudáveis.
O Wealth Management também surpreendeu: receitas de R$ 1,5 bilhão representam alta de 44,6% frente ao primeiro trimestre de 2025, com o patrimônio sob gestão atingindo R$ 1,3 trilhão. A captação líquida no segmento somou R$ 34,9 bilhões no período.
Já o Consumer Finance & Banking, segmento que incorporou integralmente o Banco Pan após a aquisição da fatia minoritária remanescente em janeiro, reportou receitas de R$ 1,1 bilhão — 40% acima do registrado um ano antes. A carteira de crédito ao consumidor cresceu 51% em doze meses, para R$ 73,6 bilhões.
Os ativos totais do banco chegaram a R$ 845,6 bilhões, com índice de Basileia de 15,9% e cobertura de liquidez de 160,9%, sinalizando uma estrutura de capital robusta para sustentar o crescimento nos próximos trimestres.
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