A Motiva Infraestrutura de Mobilidade (MOTV3) informou que a Renovias terá direito a receber cerca de R$ 75 milhões do Estado de São Paulo após a assinatura de um termo aditivo relacionado ao encerramento do contrato de concessão da rodovia.
O valor, com data-base de julho de 2025, foi apurado após negociações entre a concessionária e o governo paulista para reconhecimento e quitação de créditos regulatórios remanescentes vinculados ao Contrato de Concessão nº 004/CR/1998. O pagamento será realizado pelo Poder Concedente por meio de dotação orçamentária, após a conclusão do processo de encerramento contratual.
Solução definitiva?
Além da definição do saldo favorável à concessionária, o acordo também estabelece a solução definitiva de todos os processos administrativos e judiciais relacionados a ativos e passivos regulatórios da concessão, incluindo disputas ligadas ao aditivo de extensão de prazo firmado em 2006.
Segundo a companhia, o Termo Aditivo Modificativo nº 26/2026 foi firmado entre a Renovias Concessionária e o Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Parcerias em Investimentos.
Para a Motiva, o aditivo traz maior segurança jurídica ao encerrar pendências regulatórias associadas ao contrato da Renovias.
A companhia afirmou ainda que a assinatura do acordo reforça sua parceria com o Estado de São Paulo e seu compromisso com o desenvolvimento da infraestrutura de mobilidade urbana no Brasil.
Balanço no 1ºTRI
A Motiva encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões, resultado 16,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando a companhia havia apurado lucro de R$ 539 milhões.
O avanço do lucro foi impulsionado principalmente pela melhora operacional das concessões rodoviárias, refletindo maior eficiência e crescimento das receitas ao longo do trimestre.
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A receita líquida ajustada consolidada da companhia somou R$ 3,33 bilhões entre janeiro e março, alta de 5,7% na comparação anual. Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pelo aumento do volume de tráfego nas concessões e pelos reajustes tarifários aplicados no período.
O Ebitda ajustado consolidado alcançou R$ 2,24 bilhões no trimestre, crescimento de 9,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Com isso, a margem Ebitda ajustada avançou 2,2 pontos percentuais, atingindo 67,3%, em meio aos ganhos de eficiência operacional e à maior alavancagem do negócio.






