A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da marca Vivo, abriu 2026 com números robustos: receita líquida de R$ 15,5 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 7,4% sobre o mesmo período de 2025, e lucro líquido de R$ 1,26 bilhão, alta de 19,2% — o maior avanço registrado pela empresa desde o primeiro trimestre de 2024.
No negócio móvel, a companhia encerrou março com 72,1 milhões de acessos pós-pago, expansão de 6,9% na comparação anual, impulsionada por migrações do pré-pago para planos controle e pela aquisição de novos clientes.
O churn permaneceu no patamar historicamente baixo de 1,0%, sinalizando forte retenção da base. Em paralelo, a receita de aparelhos e eletrônicos disparou 26,6% — o maior crescimento desde o segundo trimestre de 2021 —, beneficiada por um portfólio mais competitivo e pela alta penetração do 5G nas vendas: 97,2% dos celulares comercializados no trimestre são compatíveis com a tecnologia.
Fixo e internet
Na frente fixa, a fibra óptica segue como motor de crescimento. A Vivo atingiu 31,5 milhões de casas passadas (+6,2% a/a) e 8,0 milhões de casas conectadas (+11,5% a/a), elevando a taxa de penetração para 25,4%.
A receita de FTTH cresceu 9,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O produto Vivo Total, que combina fibra e móvel em uma única oferta, já responde por 44,7% de todos os acessos de fibra da empresa.
O EBITDA avançou 8,9%, chegando a R$ 6,2 bilhões, com margem de 40,2% — melhora de 0,5 ponto percentual frente ao 1T25. O fluxo de caixa livre totalizou R$ 2,2 bilhões, alta de 3,6%.
Dividendos
No campo acionário, a companhia anunciou remuneração total de R$ 6,99 bilhões para 2026 — montante 9,6% superior ao distribuído em 2025 —, além de um novo programa de recompra de ações de até R$ 1 bilhão.
A empresa reafirmou o compromisso de distribuir pelo menos 100% do lucro líquido do exercício, mantendo sua posição como uma das geradoras de valor mais consistentes da bolsa brasileira.
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