O BTG Pactual (BPAC11) deve registrar lucro líquido de R$ 5,248 bilhões no terceiro trimestre do ano, alta de 15% na comparação anual e de 2% em relação ao trimestre anterior, segundo prévia do Santander (SANB11). A estimativa está, de modo geral, em linha com as expectativas do consenso.
Para o Santander, o BTG Pactual deve apresentar mais um trimestre de resultados resilientes, mesmo diante de um cenário de menor atividade dos clientes, afetado pelas incertezas macroeconômicas e pela proximidade das eleições brasileiras.
O banco projeta receitas totais de R$ 10,7 bilhões no período, crescimento de 12% em um ano e de 3% na comparação trimestral. A expectativa é de avanço sequencial das receitas em todas as principais linhas de negócios, acompanhado por um aumento das despesas em ritmo semelhante.
Qualidade dos ativos é destaque
Na avaliação do Santander, um dos principais pontos positivos do resultado deve estar relacionado ao controle da qualidade dos ativos. O tema ganhou importância nas discussões sobre o setor bancário brasileiro diante do ambiente macroeconômico mais desafiador.
O Santander também espera que o BTG Pactual consiga ampliar as receitas mesmo com uma atividade mais fraca dos clientes. Para o banco, a instituição mantém capacidade de apresentar desempenho consistente em diferentes cenários, inclusive diante das incertezas relacionadas ao processo eleitoral.
Investment Banking deve seguir pressionado
Entre as áreas de negócios, o Santander prevê queda de 34% na receita de Investment Banking na comparação anual. Na margem, porém, a estimativa é de estabilidade, refletindo a continuidade da atividade mais fraca nos mercados de capitais.
Em Sales & Trading, a projeção é de crescimento de 2% no trimestre, em um cenário marcado por baixa propensão ao risco e estabilidade na atividade dos clientes.
Já Corporate Lending deve apresentar crescimento de 3% na comparação trimestral e de 20% em um ano. Segundo o Santander, o desempenho deve ser sustentado pela continuidade da expansão da carteira de crédito e pela estabilidade dos spreads.
Asset e Wealth Management: crescimento em vista
Para Asset Management, o Santander estima crescimento de 6% na receita em relação ao segundo trimestre e de 13% na comparação anual. A expectativa é de contribuição dos dividendos provenientes das gestoras investidas.
Em Wealth Management, a projeção é de alta de 4% no trimestre e de 10% em 12 meses, com continuidade do ritmo forte de captação.
Consumer Finance cresce com consolidação da Meu Tudo
A área de Consumer Finance & Banking deve ser um dos destaques em crescimento. O Santander projeta avanço de 3% na comparação trimestral e de 62% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
O forte crescimento anual é explicado principalmente pela consolidação da Meu Tudo. O banco espera ainda que o BTG Pactual continue expandindo as carteiras de financiamento de veículos e de crédito consignado, especialmente o consignado privado.
Apesar da expansão da carteira, a expectativa é de manutenção do controle sobre a qualidade dos ativos.
Por fim, a linha Interest & Other deve crescer 2% no trimestre e 10% na comparação anual, beneficiada pelo nível ainda elevado das taxas de juros.
Para o Santander, o conjunto das projeções aponta para mais um trimestre de crescimento do BTG Pactual, mesmo em um ambiente de menor atividade dos clientes e maior incerteza macroeconômica. A capacidade de preservar a qualidade dos ativos e ampliar as receitas aparece como um dos principais pontos a serem acompanhados na divulgação dos resultados.
Leia também:






