As ações da CSN (CSNA3) recuam 8% nesta sessão, após a companhia informar uma redução temporária das atividades de produção de minério de baixa qualidade em sua Planta de Beneficiamento a Seco do complexo de Pires, em Ouro Preto (MG). A medida foi anunciada pela CSN Mineração (CMIN3), subsidiária da companhia, diante de um cenário de mercado mais pressionado e do aumento dos custos de frete.
A decisão também levou a CSN a revisar para baixo suas projeções para 2026. A estimativa de volume de produção e compras de minério de terceiros foi reduzida de uma faixa entre 45 milhões e 47 milhões de toneladas para entre 39 milhões e 41 milhões de toneladas.
Com a revisão, o ponto médio da projeção de volumes caiu de 46 milhões para 40 milhões de toneladas, uma redução de aproximadamente 13%.
Custo de produção também aumenta
Além da revisão dos volumes, a CSN elevou sua projeção para o custo caixa C1 em 2026, uma das principais métricas utilizadas para medir o custo de produção de minério de ferro.
A companhia agora prevê um custo entre US$ 25 e US$ 26 por tonelada, ante a estimativa anterior de US$ 22 a US$ 23,50 por tonelada.
A revisão representa uma elevação do ponto médio da projeção de US$ 22,75 para US$ 25,50 por tonelada, alta de aproximadamente 12%.
Segundo a CSN, a redução das atividades está relacionada especificamente à produção de minério de baixa qualidade. A companhia afirmou que a medida pode ser revertida a qualquer momento, desde que as condições de mercado permitam margens melhores para esse tipo de minério.
Pressão de frete afeta operação
A decisão da CSN Mineração ocorre em um momento de maior pressão sobre o mercado e de alta dos custos de frete. De acordo com a companhia, esses fatores tornaram menos atrativa a produção do minério de menor qualidade nas condições atuais.
A empresa também espera menores volumes de compras de terceiros nos próximos meses, o que contribuiu para a revisão das projeções para o ano.
A CSN ressaltou que as estimativas são sujeitas a fatores de mercado que estão fora do controle da companhia e, portanto, podem sofrer novas alterações. As projeções revisadas serão incluídas no Formulário de Referência da empresa e disponibilizadas nos canais oficiais de relações com investidores e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Com a revisão, a companhia passa a trabalhar com uma perspectiva de menor produção e maior custo por tonelada em 2026, enquanto a manutenção ou reversão da medida dependerá da evolução das condições de mercado e das margens obtidas com o minério de menor qualidade.
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