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BTG Pactual (BPAC11) recomenda compra de ações da MRV (MRVE3)

BTG Pactual (BPAC11) recomenda compra de ações da MRV (MRVE3)

Banco sugere preço-alvo de R$ 5, pois considerado valor atual abaixo do preço a despeito de desempenho fraco no quarto trimestre de 2022.

O banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou nesta quinta-feira (19) relatório sobre a MRV (MRVE3), com recomendação de compra de ações da construtora a preço-alvo de R$ 15,00, após análise dos resultados operacionais prévios do quarto trimestre de 2022.

O preço-alvo representa um potencial de valorização acima dos 100% em comparação com a cotação das ações da empresa, negociadas no patamar de R$ 6,80 por volta das 15h, próximo ao valor mais baixo da empresa no período de um ano. Nesse mesmo intervalo de tempo, os papéis chegaram ao valor de R$ 13,50, em janeiro de 2022.

Cotações da MRV (MRVE3)no período de um ano até 19/01/2023 - Fonte: Google
Cotações da MRV (MRVE3)no período de um ano até 19/01/2023 – Fonte: Google

Números fracos para a MRV (MRVE3) no 4TRI22

A MRV reportou números operacionais fracos no quarto trimestre de 2022, com lançamentos fortes compensados por vendas fracas e uma grande queima de caixa. As vendas líquidas atingiram R$ 2,06 bilhões (queda de 14% a/a e 19% abaixo da estimativa do BTG, distribuídas da seguinte forma: 

  • R$ 1,45 bilhão em habitação no Brasil
  • R$ 29 milhões na Urba
  • R$ 551 milhões na Resia (operações nos Estados Unidos).

Como resultado, a velocidade de vendas foi de 11% (vs. 15% no 4TRI21 e 12% no 3TRI22).

Dados extraídos do relatório BTG sobre a MRV (MRVE3)

O destaque do trimestre foi o grande aumento de lançamentos, com perspectivas otimistas para a retomada do projeto Casa Verde-Amarela, do governo federal, com margens de lucro mais fortes.

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No 4TRI22, a empresa lançou R$ 3,06 bilhões em projetos (37% a/a; 21% acima da projeção do banco), distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 2,76 bilhões em habitação no Brasil
  • R$ 198 milhões na Luggo
  • R$ 98 milhões na Urba.

Como os lançamentos foram muito superiores às vendas no 4TRI22, os estoques da MRV cresceram para R$ 12,5 bilhões (vs. R$ 9,2 bilhões no 4TRI21)

Consumo de caixa eleva alavancagem 

A MRV apresentou consumo de caixa consolidado de R$ 540 milhões no trimestre, sendo:

  • R$ 133 milhões nos EUA
  • R$ 286 milhões em habitação no Brasil
  • R$ 50 milhões na Luggo
  • R$ 71 milhões na Urba. 

“Em nossa opinião, o consumo de caixa no Brasil (maior do que o esperado) foi impulsionado por uma combinação de margens baixas em projetos mais antigos; acúmulo de estoque e  fracas transferências de hipotecas para bancos, com apenas 6.979 unidades no quarto trimestre, queda de 20% a/a”, aponta o relatório.

A MRV também comentou que houve alguns impactos “não recorrentes” (Marcação a mercado sobre trocas de dívidas e despesas gerais e administrativas e provisões pontuais). “Estimamos alavancagem de 66% Dívida líquida/PL em 2022, o que é alto”, alerta o banco.

Recomendação de Compra apesar do desempenho

“Esperamos uma reação negativa do mercado aos números operacionais do 4TRI22, já que os fortes lançamentos foram mais do que compensados por vendas fracas e um grande consumo de caixa”, afirma o texto, que projeta um panorama desafiador da empresa no curto prazo.

No entanto, os analistas mantém a opinião de que o valor das ações está excessivamente descontado. “Os investidores estão precificando o momento mais fraco, ignorando as recentes mudanças positivas no programa habitacional de baixa renda que certamente beneficiarão a MRV. Dessa forma, mantemos nossa recomendação de Compra”, conclui o relatório do BTG.

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