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BTG não vê “necessidade de pânico” quanto à Rede D´Or

BTG não vê “necessidade de pânico” quanto à Rede D´Or

O novo preço-alvo para o fim de 2026 foi ajustado de R$ 57 para R$ 54 por ação

O BTG Pactual (BPAC11) avaliou os resultados da Rede D’Or (RDOR3) no quarto trimestre de 2025 com tom construtivo, apesar dos números terem vindo ligeiramente abaixo do consenso, principalmente por margens mais pressionadas. Em relatório divulgado em 26 de fevereiro, o banco afirma que “não há necessidade de pânico”, destacando que parte da fraqueza observada no período foi explicada por fatores não recorrentes.

Segundo o documento, após incorporar os números do 4TRI25 ao modelo, a equipe decidiu revisar levemente as estimativas, reduzindo as projeções de EBITDA para 2026 e 2027 em 2%. Ainda assim, o BTG reforça que “não vemos motivo para pânico em relação aos resultados do 4T”, uma vez que a companhia apresentou crescimento de dois dígitos em ambos os segmentos de atuação. O novo preço-alvo para o fim de 2026 foi ajustado de R$ 57 para R$ 54 por ação, refletindo o pagamento de dividendos extraordinários.

Na teleconferência de resultados, quatro pontos chamaram atenção. O primeiro foi o impacto de R$ 80 milhões em despesas gerais e administrativas decorrentes de um novo critério de provisão. O efeito, segundo a companhia, é não recorrente. Ajustando esse fator, “os resultados teriam ficado amplamente em linha”, diz o relatório BTG. Além disso, janeiro e fevereiro mostraram desempenho sólido no segmento hospitalar, com crescimento de volumes e tickets médios, além da ativação de 117 leitos no início do ano.

Projeções para o ano

Para 2026, o banco projeta a adição de 556 novos leitos operacionais, acima dos 494 incorporados em 2025. A expectativa é de continuidade na expansão de margens, sustentada pela maturação das unidades recém-inauguradas e pelo avanço da oncologia, vista como vetor estrutural de crescimento. No segmento de seguros, a avaliação também é positiva. O BTG estima melhora de 70 pontos-base na sinistralidade, combinada a crescimento de 4% na base de beneficiários.

Embora alguns investidores tenham demonstrado preocupação com o ticket médio da SulAmérica no trimestre, o banco minimiza o risco. A melhora da sinistralidade, mesmo com expansão da base, indica efeito de mix e maior penetração de planos com coparticipação. Com as ações negociando a 17,5 vezes o lucro estimado para 2026, o BTG mantém a empresa como sua principal recomendação no setor de saúde.

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