O Safra fez quatro trocas na carteira recomendada de BDRs para agosto. Julho foi marcado por uma correção expressiva nas ações globais de tecnologia, pela manutenção dos juros pelo Federal Reserve e por uma temporada de resultados que, até aqui, vem surpreendendo positivamente nos Estados Unidos.
“Diante desse cenário, optamos por realizar lucros em duas posições e ampliar a indexação da carteira”, escreveram os estrategistas Cauê Pinheiro, Yves Adam e Luana Nunes.
Schwab sai, Goldman Sachs entra
A Charles Schwab (SCHW34) deixou a carteira depois de um mês de forte valorização. O banco segue otimista com a tese, mas preferiu embolsar o ganho.
“Continuamos construtivos com a tese, mas após a forte performance no mês optamos por fazer lucro na posição e dar espaço para Goldman Sachs”, apontaram os estrategistas.
A vaga ficou com o Goldman Sachs (GSGI34), que reportou números sólidos no segundo trimestre de 2026. As ações, porém, recuaram ao longo do mês. O movimento melhorou a relação entre risco e retorno e justificou o retorno à carteira.
“O banco deverá se beneficiar da aceleração das atividades de investment banking, sales & trading e gestão de recursos”, ponderaram Pinheiro, Adam e Nunes.
O crescimento nessas frentes, segundo o Safra, deve vir de três fontes. A primeira é um ambiente regulatório mais favorável a fusões e aquisições.
A segunda é a necessidade de fundos de private equity monetizarem mais de US$ 1 trilhão em ativos antes do fim de seus ciclos. A terceira é a expectativa de retomada dos IPOs de empresas de tecnologia.
Microsoft sai, Alphabet volta
A Microsoft (MSFT34) também caiu na realização de lucros. Os resultados do segundo trimestre de 2026 vieram fortes, mas a ação já havia embutido boa parte dessa notícia no preço.
“Os resultados da Microsoft foram muito fortes no segundo trimestre de 2026; com a expressiva alta no mês, optamos por fazer lucro na posição e voltar com Alphabet”, explicaram Pinheiro, Adam e Nunes.
A Alphabet (GOGL34) reassume o espaço na carteira. A ação cresceu com robustez no trimestre, mas foi penalizada pela queima de caixa. Para o banco, a correção tornou o múltiplo atrativo de novo e trouxe conforto no nível de alavancagem da companhia para a alocação.
“A tese da companhia se baseia em forte geração de caixa e capacidade comprovada de sustentar crescimento consistente, apoiada principalmente pela inteligência artificial e pela expansão do cloud”, avaliaram os estrategistas do Safra.
Fechando os ajustes do mês, o banco elevou marginalmente os pesos de TSMC e NextEra na carteira.
Veja o portfólio de agosto







