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BTG Pactual atualiza carteira de small caps para agosto e inclui OceanPact entre as recomendações

BTG Pactual atualiza carteira de small caps para agosto e inclui OceanPact entre as recomendações

Relatório do BTG Pactual mantém nove ativos, promove a entrada da OceanPact e reforça a preferência por empresas negociadas com descontos e potencial de valorização

O BTG Pactual promoveu uma alteração em sua carteira recomendada de small caps para agosto ao incluir a OceanPact no lugar da Marcopolo. A seleção reúne empresas negociadas na Bolsa de Valores que, na avaliação do banco, apresentam fundamentos sólidos, valuation atrativo e espaço para valorização das ações nos próximos meses.

Com a mudança, a carteira passa a contar com Copasa (CSMG3), Banco Inter (INBR32), Smart Fit (SMFT3), Sanepar (SAPR11), Orizon (ORVR3), 3tentos (TTEN3), Tenda (TEND3), Pague Menos (PGMN3), OceanPact (OPCT3) e Bemobi (BMOB3), todas com peso de 10% na composição do portfólio. Segundo o relatório, a estratégia continua concentrada em empresas que combinam crescimento, melhora operacional e preços considerados descontados pelo mercado.

OceanPact é a principal novidade da carteira

A OceanPact foi escolhida para integrar a carteira devido à expectativa de aceleração dos resultados ao longo dos próximos trimestres. O BTG destaca três fatores principais: o bom desempenho esperado para o segundo trimestre de 2026, a evolução operacional da divisão de embarcações e um possível catalisador relacionado ao julgamento do caso UP Coral, previsto para agosto.

Além disso, o banco ressalta que o processo de fusão com a CBO avança e pode ser concluído entre o fim de agosto e o início de setembro. Para os analistas, a combinação entre geração de caixa mais robusta, redução do endividamento e novas oportunidades de crescimento torna a companhia uma das principais apostas entre as small caps do setor de óleo e gás.

BTG mantém confiança nas empresas já presentes na carteira

Apesar da troca de um ativo, o BTG manteve as demais empresas na carteira de agosto. O banco segue otimista com a Copasa após a conclusão do processo de privatização, destacando o potencial de ganhos de eficiência, expansão dos contratos de concessão e aumento na distribuição de dividendos nos próximos anos.

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A Smart Fit também continua entre as principais recomendações. O relatório afirma que os resultados recentes ajudaram a reduzir parte das preocupações sobre margens e crescimento, reforçando a visão de que a empresa permanece como uma das histórias mais consistentes de expansão no varejo latino-americano.

Outro destaque permanece sendo o Banco Inter. Mesmo após a queda acumulada das ações ao longo do ano, o BTG entende que o mercado passou a precificar a companhia de forma mais pessimista do que seus fundamentos justificam. A instituição ressalta a solidez do balanço, a carteira de crédito e o nível considerado atrativo de valuation.

Ações negociadas com desconto seguem atraindo atenção

Grande parte das recomendações da carteira tem em comum a negociação por múltiplos considerados baixos em relação ao potencial de crescimento. É o caso de empresas como Pague Menos, Tenda, 3tentos e Sanepar, que aparecem no relatório com perspectivas positivas para expansão dos lucros e reprecificação das ações.

O BTG também mantém recomendação de compra para Bemobi (BMOB3), Orizon (ORVR3), Copasa (CSMG3), Banco Inter (INBR32), Smart Fit (SMFT3), OceanPact (OPCT3), Tenda (TEND3), Pague Menos (PGMN3) e 3tentos (TTEN3). Entre os dez ativos, apenas Sanepar (SAPR11) possui recomendação neutra, embora o banco enxergue potencial relevante caso ocorram avanços em eficiência operacional ou mudanças relacionadas ao cenário político e regulatório.

Carteira busca recuperação após desempenho abaixo do mercado

Em julho, a carteira de small caps do BTG registrou queda de 6,6%, desempenho inferior ao Ibovespa, que avançou 3,5%, e ao índice SMLL, que recuou 0,8%. No acumulado de 2026 até o fim de julho, a carteira apresentava baixa de 6,1%, enquanto o Ibovespa acumulava alta de 10,5%.

Mesmo com o desempenho recente abaixo dos principais indicadores da Bolsa de Valores, o banco mantém a estratégia voltada para empresas com fundamentos considerados sólidos e potencial de recuperação. A avaliação é de que boa parte dessas ações negocia com desconto relevante em relação ao seu valor intrínseco, o que pode abrir oportunidades para investidores que buscam exposição ao segmento de small caps no médio e longo prazo.