A safra de balanços já está no calendário e o investidor quer saber o que esperar do setor de transporte e logística no 2TRI23.
Em relatório encaminhado ao mercado, o BTG Pactual (BPAC11) destaca que, em aluguel de carros, virá um trimestre misto, com números operacionais estáveis, mas com lucro líquido mais fraco devido a itens pontuais, elevadas despesas financeiras e taxas de depreciação.
Também traz que em aluguel de equipamentos pesados, virá um trimestre decente, com crescimento de frota e yields resilientes, embora empresas mais alavancadas sejam impactadas por elevadas despesas financeiras.
Em relação ao setor de infraestutura, ressalta que os dados indicarão tráfego sólido nas rodovias, impulsionado principalmente por veículos leves e uma base de comparação mais fraca.
“As empresas portuárias devem reportar volumes fracos, mas isso deve ser compensado por um ambiente de preços favorável. Esperamos volumes resilientes em exportadores de grãos, impulsionados por fortes tarifas”, frisou.
BTG: transporte e logística
Em se tratando de logística, o bancão aponta que a maioria das empresas deve mostrar resiliência, embora empresas mais intensivas em capital e expostas a comércio eletrônico devam reportar números mais fracos.
Sobre bens de capital, “muitas empresas provavelmente vão reportar resultados fracos devido à transição para o Euro 6 e volumes mais fracos. Empresas expostas ao mercado de reposição e ao setor de energia devem apresentar melhores resultados trimestrais”, disse.
Por fim, acerca das companhias aéreas, pontuou que espera tendências trimestrais melhores devido à pressão cambial e preços de combustível menores, apesar da pior sazonalidade.
“Os destaques positivos devem ser Fras-le (FRAS3), Rumo (RAIL3), Ecorodovias (ECOR3), JSL (JSLG3), Mills (MILS3), GPS (GGPS3), enquanto empresas altamente alavancadas devem ser os destaques negativos”, concluiu.
O banco
Vale lembrar que o BTG Pactual é o maior banco de investimentos da América Latina, com escritórios também na Europa e nos EUA.
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