A Bradsaúde (SAUD3) informou que recebeu autorização extraordinária da B3 para manter temporariamente seu free float abaixo do percentual mínimo previsto no regulamento do Novo Mercado.
Segundo comunicado, a companhia poderá manter em circulação ações equivalentes a, no mínimo, 8,609% de seu capital social até 30 de outubro de 2027. O percentual foi apurado na data de implementação da reorganização societária aprovada em assembleia geral extraordinária realizada em 6 de abril e concluída em 30 de abril.
Ao fim do prazo concedido pela B3, a Bradsaúde deverá reenquadrar seu free float para 15% do capital social, desde que seja atendido o critério de liquidez medido pelo ADTV (volume médio diário negociado). Caso esse critério não seja cumprido, o percentual mínimo exigido será de 20% do capital social.
Governança em foco
O free float representa a parcela de ações disponível para negociação no mercado. Quando esse percentual é baixo, o papel tende a ter menor liquidez, o que pode afetar a formação de preço e a negociação por investidores minoritários.
Como contrapartida à autorização extraordinária, a Bradsaúde terá de alterar seu estatuto social até 30 de abril de 2027. A mudança deverá reduzir os percentuais mínimos de participação exigidos para o exercício de determinados direitos enquanto o free float não atingir o patamar previsto no Novo Mercado.
Entre as alterações previstas, a participação necessária para eleição em separado de membro do Conselho de Administração será reduzida para 6% do capital social. Já para requerer nova avaliação no âmbito de eventual oferta pública de aquisição de ações (OPA) para cancelamento de registro, será exigida participação de 5% das ações em circulação.
A companhia também informou que, caso seja necessária uma assembleia para eleição de membro do Conselho de Administração antes da alteração estatutária, a redução do quórum será submetida aos acionistas na mesma reunião, antes da eleição.
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