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Motiva: 9 razões para comprar as ações agora

Motiva: 9 razões para comprar as ações agora

Relatório do BTG Pactual lista diversos catalisadores para os papeis da concessionária de rodovias, aeroportos e transportes públicos

A percepção de que a Motiva (MOTV3) é uma ação sem catalisadores de curto prazo é, na visão do BTG Pactual, equivocada. Em relatório assinado pelos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, o banco listou nove eventos relevantes que devem movimentar a tese da empresa de concessões nos próximos meses.

“Discordamos fortemente do rótulo de negócio entediante, e esta nota é nossa tentativa de explicar por quê”, afirmam os analistas.

Após a queda recente, as ações negociam com TIR real implícita de 12%, tornando-se, na avaliação do BTG, uma opção defensiva atraente para o atual cenário macro turbulento do Brasil.

1. Leilão da Régis Bittencourt: A concessão da rodovia Régis Bittencourt é descrita como a oportunidade de leilão mais relevante no radar de curto prazo da Motiva. A estrutura contratual esperada se assemelha à do Fernão Dias, recentemente vencido pela companhia. O leilão está marcado para 23 de julho.

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2. Leilão do TIC Sorocaba: O trem intercidades entre a Grande São Paulo e a região de Sorocaba é o próximo passo do programa de mobilidade urbana do governo paulista. O leilão está previsto para o fim de 2026 ou início de 2027, e o traçado se encaixa bem no footprint geográfico da Motiva.

3. Aditivo SPVias: As negociações com a ARTESP para o aditivo contratual do SPVias estão em estágio avançado, segundo apuração do BTG. O investimento previsto pode chegar a R$ 3 bilhões, com anúncio ainda em 2026 considerado altamente provável.

4. Aditivo AutoBAn: Outro aditivo em negociação com a ARTESP. “O volume de capex pode chegar a R$ 3-5 bilhões no total, com aprovações esperadas para o segundo semestre de 2026”, estimam Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim.

5. Aditivo ViaMobilidade: A Motiva negocia um aditivo para a Linha 5 Lilás, seguindo o modelo do aditivo do ViaQuatro assinado em setembro de 2025. O banco estima aprovação dentro dos próximos 12 meses.

6. Reequilíbrio do Metrô Bahia: A negociação de reequilíbrio contratual do ativo em Salvador é a mais complexa do portfólio.

“Este é o mais difícil de avaliar, pois envolve disputas de interpretação sobre demanda, outros itens de reequilíbrio e pedidos paralelos do governo da Bahia”, reconhecem os analistas.

7. Venda dos aeroportos: O fechamento da venda da plataforma aeroportuária para a ASUR, anunciado em novembro de 2025, deve gerar desalavancagem significativa, potencialmente reduzindo a relação dívida líquida/EBITDA da holding para abaixo de 3 vezes.

8. M&A em mobilidade urbana: Com a transação dos aeroportos em fase de conclusão, a plataforma de mobilidade urbana é o próximo passo do programa de reciclagem de capital de R$ 5 a R$ 10 bilhões da Motiva.

“Acreditamos que ter ao menos atualizações iniciais sobre o processo até o fim do ano é um prazo factível”, projetam os analistas do BTG.

9. Resolução da participação da Mover: A estrutura acionária da Mover — ex-Camargo Corrêa — transferida ao Bradesco BBI após reestruturação financeira é um tema de governança pendente. O prazo de 30 dias para que os demais controladores exerçam seu direito de preferência sobre as ações expira em 23 de maio.

“A resolução da estrutura acionária da Mover tem sido um tema central de governança na Motiva há alguns anos”, ressaltam Marquiori, Recchia e Alkmim.

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