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Bradesco aprova pagamento de R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio

Bradesco aprova pagamento de R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio

Bradesco (BBDC4) anunciou pagamento de R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio. Saiba mais sobre os detalhes.

O Bradesco (BBDC4) comunicou que seu Conselho de Administração aprovou a proposta da Diretoria para o pagamento de R$ 3 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP) intermediários referentes ao exercício de 2025.

Segundo o comunicado ao mercado, o valor corresponderá a R$ 0,270146729 por ação ordinária e R$ 0,297161402 por ação preferencial, antes da dedução do Imposto de Renda. Terão direito ao recebimento os acionistas com posição registrada em 30 de junho de 2025, sendo que as ações passarão a ser negociadas “ex-direito” a partir de 1º de julho de 2025.

O pagamento está previsto para ocorrer até 31 de janeiro de 2026. O valor líquido a ser creditado, já descontado o imposto de 15% na fonte, será de R$ 0,229624720 por ação ordinária e R$ 0,252587192 por ação preferencial. Pessoas jurídicas imunes ou isentas da tributação receberão o valor bruto.

Bradesco (BBDC4): veja como foi o balanço no 1TRI25

O BBDC4 encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 5,9 bilhões, resultado que representa um crescimento de 8,6% em relação ao trimestre anterior e de 39,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) avançou para 14,4% no período. Já o resultado operacional teve um desempenho expressivo, alcançando R$ 7,5 bilhões — alta de 8,2% na comparação trimestral e de 51,5% em relação ao 1T24.

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A receita total do banco somou R$ 32,3 bilhões entre janeiro e março, o que representa um aumento de 15,3% em 12 meses. O crescimento foi impulsionado pelo avanço dos três principais pilares da receita: margem financeira, receitas com serviços e operações de seguros.

A margem financeira totalizou R$ 17,2 bilhões no trimestre, crescimento de 1,4% em relação ao 4T24 e de 13,7% em um ano. A maior contribuição veio da margem com clientes, que somou R$ 16,8 bilhões — avanço de 4% na base trimestral e de 15% na anual — refletindo a expansão da carteira de crédito e o aumento da taxa média, que passou de 8,4% para 8,6%.

Já a margem com o mercado foi de R$ 462 milhões, beneficiada pela estratégia de hedge adotada no gerenciamento de ativos e passivos (ALM), que protegeu os resultados diante da elevação da taxa Selic.