O banco Safra realizou apenas ajustes de peso em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para o mês de maio, sem inclusões ou exclusões de ativos, priorizando a realocação entre posições após o desempenho recente do portfólio.
A carteira valorizou 0,75% desde 10 de abril, contra 0,29% do Ifix no mesmo período, gerando alfa de 0,46 ponto percentual.
“Os destaques de performance foram Bresco Logística (BRCO11) com alta de 4,25%, Patria Crédito Imobiliário Índice de Preços (PCIP11) com avanço de 3,20% e Mauá Recebíveis (MCCI11) com valorização de 2,73%”, destaca o relatório do Safra.
TRX Real Estate ganha mais espaço
A principal mudança de maio foi a ampliação da posição no TRX Real Estate (TRXF11), fundo que passou por forte pressão vendedora após sua última oferta pública.
“Passados quatro meses do início da negociação das novas cotas, vemos o ativo mais estável, entregando rendimentos elevados e com desconto frente ao patrimonial atrativo”, aponta o relatório.
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Em contrapartida, o Safra reduziu marginalmente a alocação no Riza Terrax (RZTR11).
“Após reavaliação do valor patrimonial do fundo, optamos por reduzir marginalmente a posição, dado que este encerrou o período em linha com o novo valor patrimonial”, explica o banco.
Logística: Patria Log entra com mais peso
Na frente logística, o Safra realizou uma troca de pesos entre dois fundos do segmento. A posição no Bresco Logística (BRCO11) foi reduzida marginalmente, após a forte valorização recente do papel.
“Aumentamos o peso em Patria Log (HGLG11), o fundo possui ativos de boa qualidade e bem localizados, e perfil de renda”, justifica o relatório.
O movimento ocorre em um momento favorável para o segmento: os galpões logísticos e industriais de alto padrão registraram absorção líquida nacional de 360 mil metros quadrados no primeiro trimestre de 2026, com vacância caindo para 5,62% e preço médio avançando para R$ 28,94 por metro quadrado.
Escritórios e alfa de longo prazo
No mercado de escritórios, a Faria Lima segue como a região mais valorizada, com preço médio estável em R$ 290,06 por metro quadrado. JK e Pinheiros lideraram as altas de preço, com absorção forte e vacância menor.
“O mercado apresenta valorização concentrada em regiões prime, com estabilidade nas demais regiões”, descreve o relatório.
Desde o início da carteira em dezembro de 2019, o portfólio acumula alta de 48,38%, ante 33,11% do Ifix, representando alfa acumulado de 15,27 pontos percentuais sobre o índice de referência do setor.
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