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Zamp mais do que dobra prejuízo no primeiro trimestre do ano

Zamp mais do que dobra prejuízo no primeiro trimestre do ano

Apesar do resultado negativo na última linha do balanço, a companhia apresentou crescimento de receita no período

A Zamp (ZAMP3) registrou prejuízo líquido de R$ 108,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, mais do que dobrando as perdas na comparação com o mesmo período do ano anterior. Desconsiderando os efeitos da norma IFRS 16, o prejuízo líquido ficou em R$ 107,8 milhões, avanço de 149,2% sobre o primeiro trimestre de 2025.

Apesar do resultado negativo na última linha do balanço, a companhia apresentou crescimento de receita no período. A receita operacional líquida somou R$ 1,326 bilhão entre janeiro e março, alta de 14,5% na comparação anual.

O Ebitda ajustado da Zamp atingiu R$ 122,9 milhões no trimestre, recuo de 2,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A margem Ebitda ajustada caiu 1,66 ponto percentual no período, passando de 10,9% para 9,3%.

Dados operacionais

O custo das mercadorias vendidas (CMV) totalizou R$ 441,8 milhões no trimestre, alta de 4,1% na comparação anual. Apesar do avanço nominal, o indicador representou 33,3% da receita operacional líquida, abaixo dos 36,6% registrados um ano antes, indicando melhora na eficiência operacional.

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No lado financeiro, a dívida bruta da companhia encerrou março em R$ 1,246 bilhão, crescimento de 11,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já a dívida líquida, desconsiderando os efeitos do IFRS 16, avançou 27,5%, alcançando R$ 947,1 milhões.

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A Zamp encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 2.646 unidades em operação, entre lojas próprias e franqueadas, distribuídas entre as quatro marcas de seu portfólio. Segundo a companhia, a presença em todo o território nacional e a atuação em diferentes formatos reforçam a capilaridade da operação, contribuindo para decisões estratégicas mais eficientes e melhor gestão de capital.

A principal marca do grupo, Burger King, manteve trajetória de crescimento nas vendas dos restaurantes ao longo do trimestre. A rede registrou receita líquida de R$ 1,1 bilhão entre janeiro e março, avanço de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025.

No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas da marca somaram R$ 4,4 bilhões, representando crescimento de 5,2% na comparação anual.

O Burger King também apresentou evolução no indicador de vendas mesmas lojas (SSS), que atingiu 6% no primeiro trimestre de 2026, acima dos 5,4% registrados no quarto trimestre do ano passado, uma melhora de 60 pontos-base.