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Santander corta preço-alvo da BB Seguridade, alerta para lucro menor, mas dividendos atraem

Santander corta preço-alvo da BB Seguridade, alerta para lucro menor, mas dividendos atraem

Santander reduz o preço-alvo da BB Seguridade para R$ 37 por risco de lucro mais fraco e menor crescimento, mas mantém recomendação diante do alto dividend yield

A possibilidade de redução no lucro líquido da BB Seguridade (BBSE3) em 2027 levou o Santander (SANB11) a reduzir o preço-alvo da seguradora de R$ 40 para R$ 37. Além disso, a equipe de research do banco espanhol passou a adotar uma postura mais cautelosa diante da perspectiva de menor crescimento da companhia.

Apesar do corte no preço-alvo, os analistas Henrique Navarro, Anahy Rios e Lorenzo Giglioli mantiveram a recomendação de “Manutenção”, destacando que a BB Seguridade ainda oferece um importante carry, sustentado pelo elevado dividend yield estimado em 11,7% para 2026.

Outro fator que contribuiu para a revisão do preço-alvo foi a percepção de demanda mais fraca pelo setor de seguros. 

No acumulado do ano, as ações da BB Seguridade sobem cerca de 3%, bem abaixo do avanço de aproximadamente 17% do Ibovespa no mesmo período.

Nesse contexto, os analistas apontaram dois principais fatores por trás do maior risco para os lucros. 

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O primeiro foi a redução da estimativa de crescimento sustentável na perpetuidade para 6% (ante 6,5%), refletindo uma visão de crescimento estrutural mais moderado, com impacto negativo de R$ 2 no preço-alvo. 

O segundo foi o corte nas projeções de lucro líquido, de 1% para 2026 e de 6% para 2027, o que resultou em impacto adicional negativo de R$ 1 no valuation.

Perspectivas do Santander com BB Seguridade

“Após os resultados do 4T25, adotamos uma postura mais cautelosa em relação à BBSE3, pois observamos riscos relevantes de queda no lucro líquido em 2027, decorrentes da queda esperada em 2026, ainda que em ritmo mais lento. Em nossa opinião, essa dinâmica dependerá da evolução dos prêmios emitidos, especialmente os prêmios de seguro prestamista, que possuem um importante efeito residual”, afirmou o Santander.

Além disso, os analistas destacam que a desaceleração dos prêmios, combinada à redução do resultado financeiro diante de uma queda mais acentuada da taxa Selic média em 2027 em relação a 2026, tende a pressionar os lucros da companhia.

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