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Santander é um “pagador de dividendos atrativo”

Santander é um “pagador de dividendos atrativo”

Com resultados em linha no 4T25 e ausência de catalisadores claros de curto prazo, XP mantém recomendação de compra para SANB11 e destaca dividend yield elevado do banco

O Santander (SANB11) é visto como um “pagador de dividendos atrativo” pela XP após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, que vieram amplamente em linha com as estimativas da casa.

Mesmo sem surpresas operacionais, os analistas Bernardo Guttmann e Matheus Guimarães aproveitaram a atualização do modelo para reforçar a tese de retorno ao acionista, apoiada por rentabilidade elevada, valuation descontado e perspectiva de lucro resilientes. 

A casa de análises reiterou recomendação de compra para as units, ao mesmo tempo em que elevou o preço-alvo para o final de 2026 de R$ 37 para R$ 44, o que implica potencial de valorização de cerca de 25% em relação aos níveis atuais. 

Além do upside, a XP projeta um dividend yield de 8,6% até o fim de 2026, colocando o banco entre os nomes mais atrativos em geração de renda dentro do setor bancário.

“Embora não vejamos catalisadores claros de curto prazo para a tese, reiteramos nossa recomendação de Compra, dado que as units SANB11 são negociadas a 1,3x P/B 2026, apesar de um ROE estrutural projetado de 20%, bem acima do custo de capital próprio. Também enxergamos o Santander como um pagador de dividendos atrativo, com dividend yield esperado de 8,6% para o final de 2026”, afirma a XP.

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O que sustenta o potencial de dividendos do Santander

Na avaliação da casa, a capacidade de distribuição de dividendos do Santander está ligada à resiliência dos resultados projetados para os próximos anos. Mesmo em um cenário ainda desafiador para receitas financeiras de mercado, a expectativa é de que a geração de receitas e a alavancagem operacional sustentem crescimento de lucro líquido em dígito duplo baixo em 2026 e 2027.

Esse desempenho, combinado a um ROE estrutural ao redor de 20%, tende a manter a rentabilidade do banco em patamar elevado, criando espaço para remuneração consistente aos acionistas ao longo do ciclo.

“Como resultado, esperamos que uma NII mais alta mais do que compense as pressões de custo do risco e, em conjunto com um controle disciplinado de despesas, isso sustente crescimento de lucro líquido em dígito duplo baixo em 2026E e 2027E. Em nosso modelo, assumimos um ROE terminal de 20%”, destacaram Guttmann e Guimarães.

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Valuation descontado reforça a atratividade do yield

Outro pilar da tese de dividendos do Santander é o valuation. Segundo a XP, o o banco negocia a 7,6x P/L 2026 e 1,3x P/B 2026, um desconto de cerca de 20% frente à média histórica entre 2018 e 2025, mesmo com a trajetória de melhora na rentabilidade.

O preço-alvo de R$ 44 foi estimado por meio de um modelo de Dividend Discount Model (DDM), no qual parcela relevante do valor deriva da perpetuidade, refletindo a previsibilidade da geração de caixa e da distribuição ao acionista.

“Nosso preço-alvo para o final de 2026, baseado em um modelo de Dividend Discount Model, implica potencial de alta de aproximadamente 25%, sendo que cerca de 45% do valor vem da perpetuidade, sustentado por premissas de crescimento de longo prazo de 6,0% e custo de capital próprio de 14,9%”, conclui a XP.