O Santander anunciou mudanças na Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários para março de 2026 e reforçou sua estratégia em tijolo, ao elevar a exposição a fundos com imóveis físicos e reduzir, de forma tática, posições em recebíveis. Segundo os analistas do banco, o objetivo permanece “superar a variação do IFIX em um horizonte de 12 a 24 meses”.
Para o mês, o Santander informou que aumentou o peso do Tellus Properties (TEPP11) de 10% para 12%. Para viabilizar o movimento, reduziu as posições no Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), de 6,5% para 5%, e no Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11), de 12% para 11,5%.
De acordo com os analistas, a decisão de ampliar a participação no TEPP11 está baseada na avaliação de que o fundo possui “um dos principais portfólios de escritórios corporativos do mercado de FIIs”.
A equipe afirma acreditar que o fundo “poderá se beneficiar da retomada do segmento de lajes corporativas, elevando a já alta taxa de ocupação e aumentando o preço médio de locação por metro quadrado”.
Estratégia de tijolo ganha mais espaço na carteira recomendada
Segundo o Santander, o aumento da fatia em tijolo reflete a expectativa de melhora operacional no segmento de escritórios. “Entendemos que a recomposição de preços e a evolução da ocupação podem impactar positivamente as receitas e os rendimentos distribuídos pelo Tellus Properties”, destacam os analistas.
Sobre a redução em MCCI11 e KNCR11, o banco ressalta que o movimento “tem caráter tático” e visa “ampliar a exposição ao TEPP11, aumentando a participação de FIIs de tijolo na carteira”. A equipe enfatiza que não se trata de mudança estrutural na visão sobre os fundos de recebíveis, mas de um ajuste estratégico de alocação.
O Santander reforça que a Carteira Recomendada é direcionada a investidores que buscam “rendimentos periódicos, geralmente mensais, com liquidez em bolsa, gestão profissional e menor burocracia”. Os analistas também destacam a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas sobre os rendimentos distribuídos pelos FIIs como um dos atrativos.
Na construção do portfólio, a equipe afirma priorizar “fundos com maior previsibilidade de distribuição de rendimentos e/ou negociados abaixo do valor patrimonial ou de avaliação”, buscando combinar geração de renda com potencial de ganho de capital ao longo do ciclo.






