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BB Seguridade: bom resultado anima mercado, mas ainda é preciso cautela

BB Seguridade: bom resultado anima mercado, mas ainda é preciso cautela

Entre as controladas, a Brasilprev apresentou um dos melhores desempenhos do trimestre

A BB Seguridade (BBSE3) encerrou o segundo trimestre com um lucro acima das expectativas do mercado, mas a Ativa Investimentos avalia que o desempenho ainda não é suficiente para justificar uma visão mais otimista sobre a companhia. Segundo o relatório, a principal preocupação continua sendo a fraqueza na originação de seguros e a forte dependência do resultado financeiro para sustentar os lucros.

A companhia registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,15 bilhões entre abril e junho, queda de 3,9% na comparação anual e de 3,1% em relação ao trimestre anterior. No acumulado do primeiro semestre, o lucro somou R$ 4,37 bilhões, alta de 3,2% sobre o mesmo período de 2025 e 2,9% acima da projeção da Ativa.

O banco destaca que o resultado acima do esperado foi impulsionado principalmente pelo desempenho das operações de seguros e previdência, com destaque para a Brasilseg, além de um resultado financeiro melhor do que o projetado. Por outro lado, a distribuição de resultados ficou ligeiramente abaixo das estimativas.

Desempenho operacional resiliente

Apesar da surpresa positiva, a composição do lucro mudou em relação ao primeiro trimestre. O resultado financeiro combinado caiu 16,7% na comparação anual, para R$ 386 milhões, pressionado pela alta do IGP-M, que elevou o custo dos passivos dos planos tradicionais da Brasilprev, além de um impacto negativo da marcação a mercado dos investimentos.

Na avaliação da Ativa, o desempenho operacional mostrou maior resiliência do que o lucro consolidado indica. O resultado operacional, desconsiderando os efeitos financeiros da holding, recuou apenas 0,2% no primeiro semestre, desempenho superior ao intervalo de queda previsto pela própria companhia em seu guidance.

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Entre as controladas, a Brasilprev apresentou um dos melhores desempenhos do trimestre. As contribuições cresceram 4% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 10,2 bilhões, enquanto os resgates líquidos recuaram de R$ 3,7 bilhões para R$ 1,1 bilhão. As reservas também avançaram 11%, alcançando o topo da faixa projetada pela empresa para o ano.

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A Brasilseg também mostrou melhora em relação ao trimestre anterior, favorecida pela redução da sinistralidade para 21,8%. No entanto, a Ativa chama atenção para a queda de 4,9% nos prêmios emitidos na comparação anual e de 3,5% no primeiro semestre, desempenho abaixo do guidance da companhia e que reforça a preocupação com a capacidade de geração de novos negócios.

Já a BB Corretora e a Brasilcap tiveram um desempenho mais fraco. A corretora foi impactada pela realocação de custos de aquisição relacionados aos produtos de capitalização, enquanto a Brasilcap segue dependente do desempenho das receitas financeiras.

Diante desse cenário, a Ativa avalia que a qualidade operacional da BB Seguridade foi melhor do que o resultado final sugere. Ainda assim, a casa mantém recomendação neutra para as ações, argumentando que uma postura mais positiva dependerá da retomada da originação de seguros e de uma menor dependência do resultado financeiro para impulsionar os lucros.