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Lucro recorrente da BB Seguridade cai 3,9% no 2T26

Lucro recorrente da BB Seguridade cai 3,9% no 2T26

Resultado gerencial soma R$ 2,15 bilhões; Brasilprev recua 18,8% e prêmios da Brasilseg diminuem 4,9%

A BB Seguridade (BBSE3) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,15 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado representa quedas de 3,9% em relação ao 2T25 e de 3,1% frente ao primeiro trimestre deste ano.

Na comparação anual, a redução do lucro foi de R$ 88,4 milhões. As principais pressões vieram da Brasilprev, cuja contribuição diminuiu R$ 58,6 milhões, da BB Corretora, com recuo de R$ 25,4 milhões, e da Brasilseg, com queda de R$ 19,7 milhões.

O aumento das receitas obtidas com as aplicações financeiras da holding compensou parcialmente esses efeitos.

O indicador gerencial recorrente segue o padrão da Superintendência de Seguros Privados (Susep), utilizado pela companhia para analisar suas operações. Pelo IFRS 17, padrão das demonstrações auditadas, o lucro líquido foi de R$ 2,41 bilhões, praticamente estável em um ano e 12,8% superior ao do 1T26.

O resultado financeiro combinado da BB Seguridade e de suas investidas somou R$ 386,2 milhões, líquido de impostos, queda anual de 16,7%.

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O desempenho foi afetado pelo aumento do custo dos passivos da Brasilprev, pela marcação a mercado negativa de R$ 12,2 milhões e pela redução de 3,3% no saldo médio das aplicações financeiras.

Brasilprev tem lucro 18,8% menor

A Brasilprev registrou lucro líquido gerencial de R$ 337,4 milhões no 2T26, quedas de 18,8% em um ano e de 37,3% na comparação trimestral.

A principal pressão veio do resultado financeiro, que passou de R$ 143,8 milhões positivos no 2T25 para R$ 49,5 milhões negativos. A variação foi provocada pela marcação a mercado negativa dos títulos públicos e pelo descasamento entre os índices que corrigem ativos e passivos.

O resultado operacional não decorrente de juros, por outro lado, cresceu 11,4%. As receitas com taxas de gestão avançaram 7,5%, para R$ 997,3 milhões, enquanto o índice de eficiência melhorou 2,8 pontos percentuais.

As contribuições somaram R$ 10,2 bilhões, alta anual de 4%, mas queda trimestral de 30,4%. A operação registrou resgate líquido de R$ 1,1 bilhão, abaixo dos R$ 3,7 bilhões observados no 2T25.

Prêmios da Brasilseg recuam 4,9%

Na Brasilseg, o lucro líquido gerencial recorrente alcançou R$ 1,23 bilhão, queda anual de 2,1%, mas crescimento de 10,8% frente ao primeiro trimestre.

Os prêmios emitidos totalizaram R$ 3,55 bilhões, com recuos de 4,9% em um ano e de 10% no trimestre. O desempenho foi pressionado principalmente pelos seguros agrícola, com queda de 42,5%, penhor rural, com redução de 11%, e vida, com baixa de 5,5%.

Em sentido contrário, os prêmios do seguro residencial cresceram 24,4%. Vida para produtores rurais e prestamista avançaram 9% e 5%, respectivamente.

A sinistralidade ficou em 21,8%, alta de 0,3 ponto percentual em um ano, mas melhora de 2,2 pontos frente ao 1T26. O índice combinado atingiu 64,4%, avanço anual de 1,2 ponto, mas redução trimestral de 2,7 pontos percentuais.

Leia também:

BB Corretora recua e Brasilcap cresce

A BB Corretora apresentou lucro líquido de R$ 858,4 milhões, quedas de 2,9% na comparação anual e de 2% frente ao primeiro trimestre.

As receitas de corretagem diminuíram 2,8%, para R$ 1,37 bilhão. A principal pressão veio das comissões da operação de capitalização, que recuaram 34,7%. As receitas provenientes da previdência cresceram 4,6%, enquanto as comissões de seguros avançaram 0,4%.

Na Brasilcap, o lucro líquido atingiu R$ 74,7 milhões, alta anual de 1,4%, mas queda trimestral de 28,6%. O crescimento do resultado financeiro compensou a redução de 12,5% na arrecadação com títulos de capitalização.

Prêmios ficam abaixo do guidance

No acompanhamento do guidance de 2026, os prêmios emitidos pela Brasilseg acumulam queda de 3,5%, desempenho ligeiramente inferior ao intervalo projetado, que varia entre redução de 3% e crescimento de 2%.

As reservas de previdência cresceram 11%, no topo da faixa esperada de 8% a 11%. Já o resultado operacional não decorrente de juros recuou 0,2%, desempenho superior à projeção de queda entre 3% e 7%, favorecido por uma sinistralidade menor do que a esperada.