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Banco do Brasil e BB Seguridade são a lanterna nas escolhas do Safra

Banco do Brasil e BB Seguridade são a lanterna nas escolhas do Safra

Relatório setorial aponta o BTG Pactual como principal escolha, com rentabilidade acima de 25%, e coloca a XP como aposta capaz de surpreender

O Banco Safra reorganizou suas fichas no setor financeiro. No relatório de top picks setoriais, o BTG Pactual (BPAC11) aparece como a escolha preferida, a XP (XPBR31) como o nome capaz de surpreender e, na outra ponta, Banco do Brasil (BBAS3) e BB Seguridade (BBSE3) dividem o posto de menos favoritos da cobertura.

O critério de corte é o crédito. A qualidade dos ativos virou tema recorrente entre os participantes do setor no Brasil, do endividamento das famílias às pequenas e médias empresas e ao atacado.

O governo aprovou o Desenrola 2.0 para aliviar a inadimplência, mas o resultado do programa ainda é uma incógnita — enquanto os bancos latino-americanos vizinhos preocupam menos, com a geopolítica como principal risco.

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Os preferidos: longe do balcão de empréstimos

Nesse ambiente, o investidor tem premiado quem vive do mercado de capitais, sem exposição direta ao ciclo de crédito e com receitas em ritmo mais forte.

As ações andaram bem desde o início do ano, com volumes maiores e uma sequência de ofertas; já o setor de pagamentos perdeu apelo, com a desaceleração do TPV – o volume total de pagamentos processados pelas empresas do ramo, principal termômetro de atividade do negócio – e a perspectiva de juros mais altos adiando a recuperação do lucro bruto.

O BTG encabeça a lista justamente por essa lógica. Para o Safra, a diversificação de negócios permite ao banco entregar retorno sobre patrimônio acima de 25% mesmo com a desaceleração do banco de investimento e da mesa de trading, e a frente de financiamento ao consumo segue subestimada pelo mercado — combinação que, na visão da casa, justifica negociar com prêmio.

A XP entra como a carta capaz de surpreender: é uma tese de mercado de capitais com risco de crédito menor que o dos bancos, paga dividendos na casa de 9% ao ano e negocia barata, com a opcionalidade de um beta alto — ou seja, tende a subir mais que a média se o vento virar.

A lanterna: a dupla BB

O Banco do Brasil fecha a fila por acúmulo de incertezas. O Safra cita a recuperação ainda nebulosa do segmento rural no curto prazo, a piora da qualidade de crédito em pessoas físicas e nas micro, pequenas e médias empresas, e o guidance de lucro revisado para baixo, para entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões — no piso da faixa, há risco de baixa às estimativas da própria casa.

A BB Seguridade sofre por tabela e por conta própria. O seguro rural sente o aperto do crédito no campo, a queda dos juros deve pesar no resultado financeiro e a perspectiva de lucros estáveis no próximo ano tira o atrativo de carregar o papel.

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