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Balanço da Prio não empolga mercado e ações ficam estacionadas

Balanço da Prio não empolga mercado e ações ficam estacionadas

Embora o Bradesco BBI tenha classificado os resultados como sólidos, os números não foram suficientes para impulsionar os papéis

As ações da Prio (PRIO3) operavam praticamente estáveis nesta terça-feira, após a divulgação do balanço do segundo trimestre, tendo uma alta de aproximadamente 0,70%. Embora o Bradesco BBI tenha classificado os resultados como sólidos, os números não foram suficientes para impulsionar os papéis, que permaneceram estacionados durante o pregão.

Na avaliação do banco, o Ebitda da petroleira atingiu US$ 879 milhões entre abril e junho, alta de 3% em relação ao trimestre anterior e em linha com as estimativas do mercado.

O desempenho operacional foi parcialmente pressionado pelo aumento dos impostos sobre exportação e dos royalties, que compensaram parte dos ganhos obtidos com a valorização do petróleo Brent e com o crescimento dos volumes produzidos.

Apesar disso, o Bradesco BBI destacou que o principal ponto positivo do trimestre foi a forte recuperação da geração de caixa.

O fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) alcançou US$ 440 milhões, beneficiado principalmente pela menor necessidade de capital de giro e pela estabilização dos investimentos (capex).

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Dados operacionais de julho

Outro fator que chamou a atenção dos analistas foi a divulgação dos dados operacionais de julho. A produção média da companhia atingiu aproximadamente 190 mil barris de petróleo por dia, crescimento de 10% em relação ao mês anterior.

Segundo o banco, o avanço foi impulsionado pelo aumento gradual da produção no campo de Wahoo e pela normalização das operações nos campos de Frade e Albacora Leste, reforçando uma perspectiva operacional mais favorável para os próximos trimestres.

Mesmo com esses fatores positivos, o Bradesco BBI manteve recomendação neutra para as ações da Prio.

Na visão dos analistas, os resultados reforçam a capacidade da companhia de gerar caixa e sustentam perspectivas operacionais positivas, mas a empresa continua mais sensível do que outras petroleiras às oscilações de curto prazo do preço internacional do petróleo.

O banco também atualizou seu preço-alvo para R$ 56 por ação ao final de 2027, incorporando novas premissas para o preço do Brent e a expectativa de continuidade da remuneração aos acionistas por meio de dividendos e recompras de ações.

Assim, apesar da avaliação positiva do Bradesco BBI sobre a evolução operacional e financeira da companhia, a reação do mercado foi moderada, com o balanço da Prio sem conseguir despertar maior entusiasmo entre os investidores.

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