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Azul sai da reestruturação mais forte, mas riscos ainda pesam, diz JPMorgan

Azul sai da reestruturação mais forte, mas riscos ainda pesam, diz JPMorgan

Banco vê balanço mais sólido e avaliação atrativa após Chapter 11, mas corta preço-alvo para R$ 38 diante de riscos de diluição e pressão nos ADRs

A Azul (AZUL3) saiu do Chapter 11 com um balanço mais forte, uma estratégia mais focada em rentabilidade e crescimento disciplinado da oferta, segundo avaliação do JPMorgan. Apesar disso, o banco ainda vê riscos que justificam cautela com as ações da companhia aérea.

Em relatório, o JPMorgan reduziu o preço-alvo da Azul para R$ 38, ante R$ 39,50 anteriormente, e manteve recomendação neutra para os papéis. O novo preço-alvo representa potencial de valorização de 71% em relação ao último fechamento.

A atualização das projeções ocorre após a incorporação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, o primeiro balanço divulgado pela companhia depois da saída do Chapter 11. Segundo o banco, os ajustes nas estimativas foram marginais, mantendo uma visão cautelosamente positiva para a empresa.

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Azul deve reduzir capacidade e elevar tarifas, diz JPMorgan

Para 2026, o JPMorgan projeta uma redução de capacidade em torno de um dígito médio, principalmente nas operações internacionais. Ao mesmo tempo, o banco espera aumento de aproximadamente 10% nas tarifas médias, como forma de compensar a alta dos custos com combustível.

Com esse cenário, a expectativa é de que a Azul registre EBITDA de R$ 6,56 bilhões em 2026. Para 2027, a projeção sobe para R$ 7,76 bilhões.

O banco também avalia que a companhia negocia a múltiplos descontados em relação aos pares do setor aéreo latino-americano. A estimativa do JPMorgan aponta EV/EBITDA de 4 vezes para 2026 e de 3,2 vezes para 2027.

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Riscos ainda limitam recomendação mais positiva

Apesar da melhora no balanço e da avaliação considerada atrativa, o JPMorgan manteve recomendação neutra para a Azul diante de fatores que ainda podem pesar sobre os papéis.

Entre os pontos citados estão a potencial diluição dos acionistas após a reestruturação e os efeitos da relistagem dos ADRs, que podem continuar pressionando o desempenho das ações no curto prazo.

Com isso, a leitura do banco é que a Azul apresenta avanços relevantes após a reestruturação, mas ainda atravessa um processo de recuperação que exige cautela dos investidores.