A Mills (MILS3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 106,3 milhões, alta de 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi apoiado pelo crescimento da receita, ganhos de eficiência e efeitos positivos relacionados à integração da Next Rental.
A receita líquida da companhia chegou a R$ 472,2 milhões entre abril e junho, crescimento de 4,9% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, o faturamento alcançou R$ 933,3 milhões, avanço de 8,2% frente aos seis primeiros meses de 2025.
EBITDA cresce e empresa amplia margem operacional
O EBITDA ajustado da Mills somou R$ 268,9 milhões no trimestre, aumento de 18,3% em relação ao segundo trimestre de 2025. A margem EBITDA ajustada atingiu 56,9%, alta de 6,5 pontos percentuais na comparação anual.
Segundo a companhia, o resultado refletiu a evolução operacional, maior produtividade e diluição de custos e despesas. Parte do avanço, porém, foi influenciada por itens não recorrentes, como créditos extemporâneos e ajustes positivos relacionados à incorporação da Next Rental. Sem esses efeitos, o EBITDA ajustado recorrente teria sido de R$ 236,1 milhões, com margem de 50%.
A geração de caixa operacional ajustada atingiu R$ 188,3 milhões no trimestre, crescimento de 23,2% em relação ao segundo trimestre de 2025. No semestre, o fluxo de caixa operacional chegou a R$ 409,1 milhões, alta de 34,7%.
A companhia encerrou o período com alavancagem de 1,16 vez a dívida líquida sobre o EBITDA ajustado, mantendo uma estrutura financeira considerada confortável. O custo médio da dívida permaneceu em CDI mais 1,09% ao ano.
Os investimentos somaram R$ 88,6 milhões no trimestre, sendo a maior parte destinada à expansão e manutenção dos ativos de locação. O valor representa uma redução de 45,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Mills destacou ainda o avanço dos contratos de longo prazo, que passaram a representar 55% da receita de locação no trimestre, aumento de cinco pontos percentuais em relação ao 2T25. A estratégia busca ampliar a previsibilidade das receitas e reduzir a exposição às oscilações de curto prazo.
Entre os segmentos, Pesados e Formas e Escoramentos tiveram maior contribuição para o crescimento da receita. Já Plataformas Elevatórias enfrentou maior pressão competitiva, especialmente pela atuação de pequenos locadores regionais.
Para o segundo semestre, a companhia afirmou manter confiança na execução da estratégia, mas ressaltou cautela diante do cenário macroeconômico e da tendência de aumento da inadimplência. A Mills também informou avanços na agenda ESG após receber o selo Pró-Ética da Controladoria-Geral da União (CGU).






