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Azevedo & Travassos convoca acionistas para votar incorporação de subsidiária

Azevedo & Travassos convoca acionistas para votar incorporação de subsidiária

Operação prevê incorporação da Andorinha Energia, reforço de capital e grupamento de ações na proporção de 10 para 1

A Azevedo & Travassos (AZEV3) convocou seus acionistas para uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para o dia 17 de junho, na qual será analisada uma série de medidas estratégicas relacionadas à incorporação da Andorinha Energia pela companhia e um grupamento de ações.

A reunião ocorrerá exclusivamente em formato digital e os acionistas também poderão exercer seu direito de voto à distância, conforme as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A principal pauta da assembleia é a proposta de incorporação da Andorinha Energia, empresa sediada em Aracruz (ES). Caso aprovada, a operação resultará na absorção integral da companhia pela ATE, que passará a incorporar seus ativos, direitos e obrigações.

O processo faz parte da estratégia de reorganização societária da companhia e já havia sido antecipado ao mercado em fato relevante divulgado em março deste ano. Agora, os acionistas serão chamados a deliberar sobre as etapas formais necessárias para a conclusão da operação.

Entre os temas que serão votados está a aprovação do protocolo e justificativa da incorporação, documento que reúne os termos e fundamentos da transação. Os acionistas também deverão ratificar a contratação da Cosmos Advisors como empresa responsável pela avaliação econômica da Andorinha e aprovar o respectivo laudo de avaliação.

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Outro ponto relevante da pauta é o aumento de capital da Azevedo & Travassos Energia decorrente da incorporação. Na prática, a medida visa refletir no patrimônio da companhia os ativos que serão incorporados por meio da operação. A aprovação desse item implicará alterações no estatuto social da empresa para adequar o valor do capital social à nova estrutura societária.

Grupamento de ações

Além da incorporação, os investidores também serão chamados a analisar uma proposta de grupamento de ações na proporção de 10 para 1. Nesse tipo de operação, cada conjunto de dez ações atuais será transformado em uma única ação. O grupamento não altera o valor total do investimento dos acionistas, mas reduz a quantidade de papéis em circulação e, normalmente, eleva proporcionalmente o preço unitário das ações.

Empresas costumam recorrer a esse mecanismo para adequar sua estrutura acionária, reduzir oscilações excessivas nos papéis e atender a requisitos de negociação do mercado.

A assembleia também deverá autorizar os administradores da ATE e da Andorinha a praticarem todos os atos necessários para implementar as deliberações que vierem a ser aprovadas.

Segundo a companhia, a opção pelo formato exclusivamente digital busca ampliar a participação dos acionistas, independentemente de sua localização geográfica, além de reduzir custos e tornar o processo mais eficiente. A empresa afirmou ainda que o modelo garante aos investidores o mesmo acesso às informações e às oportunidades de participação que teriam em uma reunião presencial.

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