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Aura perde “brilho” e a recomendação de compra do Santander

Aura perde “brilho” e a recomendação de compra do Santander

Analistas observam aumento de custos e investimentos, sugerindo a compra do ouro por meio da própria commodity

A alta de quase 55% dos ativos da Aura Minerals (AURA33) motivou o corte da recomendação de compra pelo Santander para manutenção, mostra um relatório enviado a clientes nesta segunda-feira (31).

“Após a recente valorização das ações, entendemos que, em uma base ajustada a risco/volatilidade, a exposição ao ouro por meio da própria commodity tornou-se mais atrativa do que via ações”, explicam os analistas Yuri Pereira e Laura Zioli.

O banco introduziu um novo preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 200 por BDR, substituindo a estimativa anterior para o fim de 2026 de R$ 140/BDR. O número atual representa um potencial de valorização de aproximadamente 45%.

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Desconto justificado

Eles citam, ainda, a elevação dos custos, o maior capex (investimento), a diluição de teor em partes do portfólio e o maior risco de execução.

Esta situação ajuda a justificar o desconto de 36% em relação à média dos pares.

“A partir dos níveis atuais, acreditamos que o potencial de valorização da ação decorre principalmente de sua correlação com o preço da commodity”, ressaltam Pereira e Ziolli.

Projeto Era Dorada, da Aura, localizado em Jutiapa, na Guatemala, próximo à fronteira com El Salvador
Projeto Era Dorada, da Aura, localizado em Jutiapa, na Guatemala, próximo à fronteira com El Salvador (Imagem: Aura/ Divulgação)

Alocação de capital

Os analistas calculam que os investimentos na mina Era Dorada, na Guatemala, adicionam em torno de  R$ 50 ao preço-alvo. O início da produção (ramp-up) é esperado para 2028.

“No entanto, o projeto exige capex significativo, ao mesmo tempo em que a Aura enfrenta pressões de custos, diluição de teor e o turnaround de MSG (Mineração Serra Grande), destaca o Santander.

 A aquisição do ativo aconteceu no final do ano passado, por US$ 76 milhões mais royalties.

Os investimentos esperados em 2026 são de US$ 395 milhões, além dos US$ 179 milhões já destinados em 2026 e guidance de US$ 386 – US$ 463 milhões. Os valores são seguidos por US $352 milhões em 2027, assumindo, segundo as projeções do Santander, que parte do capex de construção de Era Dorada se estenda até 2028.

“Estimamos FCL (Fluxo de Caixa Livre) de aproximadamente US$ 665 milhões em 2026 e US$ 624 milhões em 2027, equivalentes a yields de 9% e 8%, respectivamente”, ressaltam os analistas.

Já a próxima fase de Borborema deverá exigir investimentos adicionais, ainda não contemplados no guidance atual, “o que pode elevar o risco de execução, apesar do cenário mais favorável para o ouro”, finaliza o Santander.