Home
Notícias
Ações
Cury é a mais protegida contra queda nas vendas, diz BBI

Cury é a mais protegida contra queda nas vendas, diz BBI

O BBI avalia que a companhia apresenta menor sensibilidade dos lucros a uma redução na velocidade de comercialização dos imóveis

A Cury (CURY3) é a construtora de baixa renda mais protegida contra uma eventual desaceleração nas vendas, segundo análise do Bradesco BBI. O banco avalia que a companhia apresenta menor sensibilidade dos lucros a uma redução na velocidade de comercialização dos imóveis, o que reforça sua posição como principal recomendação dentro do setor de construção civil de baixa renda.

O relatório destaca que o cenário para o setor de construção mudou. Com a inflação de custos medida pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) majoritariamente controlada, a atenção dos investidores passou a se concentrar na velocidade de vendas das empresas. Contudo, o BBI vê uma proteção importante nos resultados já contratados pelas construtoras.

De acordo com os analistas, o grande volume de receitas que ainda será reconhecido contabilmente funciona como uma espécie de colchão para os resultados. Dessa forma, mesmo que as vendas marginais apresentem alguma fraqueza, o desempenho financeiro de curto prazo tende a permanecer relativamente protegido.

A Cury se destaca nesse cenário por apresentar a menor elasticidade do lucro em relação às novas vendas entre as empresas analisadas. Segundo o BBI, uma queda de 1 ponto percentual na velocidade de vendas teria impacto de aproximadamente 1,2% sobre os lucros da companhia.

Sensiblidade maior entre concorrentes

A sensibilidade é consideravelmente maior entre as concorrentes. Para a Tenda (TEND3), o impacto estimado seria de 3,4% nos lucros para cada ponto percentual de redução na velocidade de vendas. Já na Direcional (DIRR3), a queda chegaria a 4,8%.

Publicidade
Publicidade

A diferença reforça o caráter defensivo da Cury dentro do setor de construção. Na avaliação do banco, mesmo em um cenário de desaceleração dos volumes comercializados no segundo semestre, o risco de uma revisão negativa relevante das estimativas de resultados permanece limitado e apresenta baixa probabilidade.

O BBI também atualizou os modelos das companhias e rolou os preços-alvo para o final de 2027. A revisão considera o atual ambiente de custos mais comportado e a evolução esperada das vendas no segmento de baixa renda.

Além da proteção contra uma eventual desaceleração comercial, a Cury é apontada como destaque por apresentar múltiplos considerados atrativos, forte geração de caixa e capacidade de distribuição de dividendos. Esses fatores, combinados à menor sensibilidade dos lucros às vendas, sustentam a preferência do banco pela ação.

Direcional e Tenda também aparecem entre as alternativas positivas. Para o BBI, as duas companhias apresentam valuations descontados e perspectivas favoráveis, o que justifica a recomendação de Compra para as três empresas analisadas.

O relatório conclui que, apesar dos desafios que podem surgir de um ambiente econômico mais adverso, as construtoras de baixa renda possuem uma proteção relevante nos resultados já contratados. No caso da Cury, essa característica é ainda mais evidente, tornando a companhia, na visão do banco, a opção mais defensiva dentro do setor de construção.