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Ação da Aura ainda está barata, alertam analistas

Ação da Aura ainda está barata, alertam analistas

Estratégia de desvalorização da moeda permanece intacta, com os bancos centrais provavelmente continuando a aumentar suas alocações em ouro

As ações da Aura Minerals (AURA33) ainda estão atraentes, apesar da valorização de aproximadamente 22% apenas em 2026, ressaltam os analistas do Bradesco BBI. 

O ouro, após uma queda de aproximadamente 15% entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, se recuperou e agora está acima de US$ 5.000 por onça.

“Consideramos a Aura um veículo atraente para investir na tese de alta do ouro, sustentada por um consistente crescimento da produção, reduções significativas de custos e saudável remuneração para os acionistas, a níveis de avaliação ainda atrativos”, explicam Rafael Barcellos e Renato Chanes.

Eles explicam que, apesar da recente correção impulsionada por rumores de mercado sobre a possível nomeação de Kevin Warsh, um presidente com perfil mais duro, para chefiar o Fed, reiteram a visão positiva sobre o ouro. 

“Em nossa opinião, a estratégia de desvalorização da moeda permanece intacta, com os bancos centrais provavelmente continuando a aumentar suas alocações em ouro no médio prazo”, concluem.

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Refúgio seguro

Segundo Jeremy De Pessemie, estrategista de alocação de ativos da consultoria World Gold Council, o papel tradicional do ouro como ativo de refúgio seguro significa que ele se destaca em momentos de alto risco. 

“Mas seu duplo apelo como investimento e bem de consumo significa que ele também pode gerar retornos positivos em tempos de bonança. Essa dinâmica provavelmente continuará, refletindo a incerteza política e econômica persistente, bem como as preocupações econômicas em torno dos mercados de ações e títulos”, explica Pessemie em um relatório enviado a clientes nesta quarta-feira (4).

Ouro: Cenário apocalíptico ou de desastre

Em outro relatório publicado nesta semana, o Société Générale chamou a atenção para o posicionamento dos investidores no mercado futuro do ouro.

“Vemos uma grande construção no strike de US$ 10.000/oz e um aumento ainda maior em US$ 15.000/oz e US$ 20.000/oz”, descreve Haigh. Strike é o preço pré-determinado de uma opção — seja de compra (call) ou de venda (put).

No lado oposto, as apostas baixistas mais relevantes se concentram ao redor de US$ 4.000/oz.

A disparidade sugere um mercado dividido entre expectativas de um novo ciclo de alta estrutural — sustentado por temores geopolíticos e incertezas monetárias — e o risco de uma correção mais profunda caso o aperto das condições financeiras se intensifique.

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