A Americanas (AMER3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 329 milhões, reduzindo as perdas em relação ao prejuízo de R$ 496 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
O resultado refletiu melhora operacional da varejista, impulsionada pelo avanço das receitas e pela redução das perdas operacionais ao longo do trimestre, de acordo com o balanço.
A receita líquida consolidada somou R$ 3,088 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 20,2% na comparação anual.
Já a receita bruta avançou 19,8%, alcançando R$ 3,681 bilhões. O desempenho foi puxado principalmente pelo crescimento das vendas físicas, que totalizaram R$ 3,339 bilhões, alta de 16,5%.
As operações digitais também contribuíram para o resultado, com expansão de 20,9%, para R$ 756 milhões. Dentro do segmento digital, a operação O2O apresentou crescimento expressivo de 55,8%, atingindo R$ 146 milhões no trimestre.
Margem pressionada
Apesar da evolução das receitas, a margem bruta da companhia apresentou leve retração, passando de 27,8% para 27% no período.
O lucro bruto somou R$ 834 milhões, avanço de 16,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) totalizaram R$ 851 milhões, alta de 3,9% na comparação anual. Ainda assim, a relação entre SG&A e receita líquida melhorou, passando de 31,9% negativos para 27,6% negativos.
O Ebitda permaneceu negativo em R$ 13 milhões, mas apresentou melhora relevante frente ao resultado negativo de R$ 41 milhões registrado um ano antes.
Já o Ebitda ajustado ficou positivo em R$ 15 milhões no trimestre, revertendo o resultado negativo de R$ 26 milhões apurado no primeiro trimestre de 2025.
Considerando o critério ex-IFRS 16, o Ebitda ajustado permaneceu negativo em R$ 186 milhões, mas mostrou melhora de 23,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Financeiro ainda pesa
O resultado financeiro da Americanas permaneceu negativo em R$ 131 milhões, embora tenha apresentado melhora de 26,8% frente ao primeiro trimestre de 2025.
A companhia também registrou despesas de R$ 28 milhões relacionadas à recuperação judicial e investigações, alta de 87,6% na comparação anual.
O prejuízo das operações continuadas totalizou R$ 336 milhões, redução de 24,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
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