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Aeris aprofunda prejuízo no primeiro trimestre

Aeris aprofunda prejuízo no primeiro trimestre

A receita operacional líquida da companhia recuou 49% no primeiro trimestre de 2026, ao atingir R$ 105,6 milhões

A Aeris (AERI3), empresa do setor de energias renováveis, registrou prejuízo líquido de R$ 130 milhões, aprofundando as perdas do primeiro trimestre do ano passado, quando havia sido de R$ 98,3 milhões. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (12).

A receita operacional líquida da companhia recuou 49% no primeiro trimestre de 2026, ao atingir R$ 105,6 milhões. No mesmo período do ano passado, esse resultado havia sido de R$ 210 milhões.

Já no Ebitda ajustado houve uma reversão. Nos três primeiros meses do ano passado, a companhia registrou resultado positivo de R$ 5,5 milhões. E agora, foi observado Ebitda negativo em R$ 27,4 milhões.

Segundo a empresa, o desempenho operacional seguiu pressionado pelo baixo nível de utilização da capacidade produtiva, o que justifica essa reversão do Ebitda.

A companhia atribuiu o resultado principalmente à demanda mais fraca no mercado interno ao longo dos últimos trimestres. De acordo com a avaliação da empresa, o mercado doméstico possui papel relevante na absorção dos custos fixos, o que ampliou os impactos da desaceleração sobre a rentabilidade operacional.

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Margem bruta negativa

A margem bruta da companhia ficou negativa em 12,6% no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma melhora de 0,6 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025. Segundo a empresa, o resultado foi impactado principalmente pela atual dinâmica de demanda do mercado, que continua pressionando os volumes de produção e reduzindo a capacidade de diluição dos custos fixos da operação.

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A companhia destacou ainda que a desaceleração das linhas produtivas mais antigas, adotada em resposta ao cenário mais fraco de demanda, afetou a produtividade no período. De acordo com a empresa, o movimento reduziu a eficiência operacional e ampliou a pressão sobre a absorção dos custos fixos.

Outro fator que pesou sobre os resultados foi a ausência do benefício econômico do regime de Drawback ao longo do trimestre. A empresa explicou que o impacto decorre de um descasamento entre os volumes exportados e o reconhecimento dos respectivos incentivos fiscais, sem alteração estrutural na elegibilidade ao programa.

Segundo a companhia, a expectativa é de que esse efeito seja gradualmente normalizado conforme houver alinhamento entre os embarques realizados e a apropriação dos créditos fiscais. Dessa forma, a empresa avaliou que o desempenho do trimestre refletiu principalmente a combinação entre a demanda enfraquecida e a menor diluição dos custos fixos.

A companhia também ressaltou que, conforme memorando de entendimentos (MOU) divulgado em dezembro e o aditivo contratual firmado em janeiro com a Vestas, já estão previstas iniciativas voltadas ao aumento de produtividade nos próximos trimestres. A expectativa é de ganhos de eficiência operacional e melhora na diluição dos custos fixos à medida que as linhas de produção sejam gradualmente reativadas.