A Brisanet (BRST3), maior provedora de banda larga fixa do Nordeste, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com resultados que reforçam sua trajetória de expansão. A companhia reportou receita líquida de R$ 453,9 milhões, crescimento de 16% frente aos R$ 391,6 milhões registrados no mesmo período de 2025, impulsionada pela expansão da base de clientes de banda larga fixa e, especialmente, pelo avanço da operação móvel.
O Ebtitda do trimestre somou R$ 191,8 milhões, alta de 3,8% em relação ao 1T25, com margem de 42%. A contração de cerca de 5 pontos percentuais na margem em relação ao ano anterior reflete os custos crescentes da operação móvel — entre eles roaming, energia elétrica para novas torres e maior provisão para contingências —, além das despesas iniciais da expansão para a região Centro-Oeste, que ainda não gera receitas.
O lucro líquido foi de R$ 19,1 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 20,4 milhões de um ano antes.
Operacional
O destaque operacional do período ficou por conta do segmento móvel. A companhia mais que dobrou sua base de clientes 4G/5G, saltando de 452 mil assinantes no 1T25 para 954 mil no 1T26 — crescimento de 111%. A cobertura também avançou significativamente: de 258 cidades e 11,8 milhões de habitantes para 313 cidades e 15,4 milhões de habitantes. Em abril, a base já havia alcançado 990 mil clientes em 320 municípios.
No segmento fixo, a empresa adicionou 13 mil novos clientes de banda larga, totalizando 1,567 milhão de conexões, com churn estável em 2,22%. O ARPU B2C avançou de R$ 88,56 para R$ 90,58, sinalizando maior monetização da base.
A geração de caixa operacional foi de R$ 224,9 milhões, equivalente a 117% do EBITDA, demonstrando sólida conversão de resultados.
O capex recuou de R$ 315 milhões no 1T25 para R$ 172,5 milhões, refletindo menor intensidade de investimentos no período. A dívida líquida fechou em R$ 1,693 bilhão, com alavancagem de 2,24 vezes o Ebitda dos últimos doze meses.
Em evento posterior ao trimestre, a Brisanet arrematou blocos de frequência de 700 MHz nas regiões Nordeste e Centro-Oeste por R$ 8,1 milhões e firmou parceria com o governo do Ceará para instalar mil torres 5G rurais até 2029, com contrapartida de créditos fiscais estimados em R$ 350 milhões.






