As ações da Embraer (EMBJ3) avançavam no pregão desta sexta-feira (3), após a companhia informar a entrega de 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, volume 14% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
Por volta das 14h24, os papéis subiam 2,15%, cotados a R$ 84,89. Na máxima do dia, chegaram a R$ 84,98. A alta ocorre em meio à avaliação positiva do Bradesco BBI sobre os números operacionais da fabricante de aeronaves.
Em relatório, o banco destacou que as entregas do 2T26 representaram o melhor desempenho da Embraer para um segundo trimestre em 16 anos. A leitura foi puxada principalmente pela aviação executiva, segmento que entregou 45 aeronaves no período, alta de 18% na comparação anual.
“Leitura positiva para a Embraer”, afirmou o Bradesco BBI, em comentário enviado a clientes.
Embraer entrega 65 aeronaves no 2º trimestre
Do total de 65 aeronaves entregues pela Embraer no segundo trimestre, 20 foram do segmento comercial, aumento de 5% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Outras 45 foram da aviação executiva, com crescimento anual de 18%.
Segundo o Bradesco BBI, os números vieram alinhados às estimativas para a aviação comercial, mas superaram as projeções no segmento executivo. O banco esperava 21 entregas comerciais e 41 executivas, enquanto o resultado efetivo foi de 20 e 45 aeronaves, respectivamente.
A Embraer ainda não divulgou a carteira de pedidos do segundo trimestre, nem a distribuição das entregas e pedidos por cliente. Nenhuma aeronave de defesa foi entregue no período.
Bradesco vê possível revisão positiva de receita
Na avaliação do Bradesco BBI, os volumes acima das estimativas podem abrir espaço para ajuste positivo nas projeções de receita da Embraer.
O banco estima potencial de revisão para cima de aproximadamente US$ 30 milhões, ou 1%, em relação às suas próprias projeções. Em comparação com o consenso de mercado, o impacto poderia chegar a cerca de US$ 45 milhões, ou 2%, impulsionado principalmente pelo ritmo mais forte da aviação executiva.
O relatório também aponta que margens podem se beneficiar dos volumes mais altos na comparação anual, devido à melhor diluição de custos nas áreas comercial e executiva. Ainda assim, o banco pondera que a composição de clientes será relevante para medir o impacto final sobre rentabilidade, dado que essa informação ainda não foi divulgada pela companhia.
Leia também:
Entregas ficam menos concentradas no fim do ano
Outro ponto destacado pelo Bradesco BBI é que a Embraer parece avançar em uma distribuição menos sazonal das entregas ao longo do ano, especialmente na aviação executiva.
No segmento comercial, a companhia já entregou 36% da orientação anual, ante 33% no segundo trimestre de 2025 e média de 34% nos últimos quatro anos. Já na aviação executiva, a Embraer entregou 45% do guidance, acima dos 39% registrados no mesmo período do ano passado e da média histórica de 34% em quatro anos.
Para o banco, esse desempenho reflete a expansão da produção e os frutos dos esforços da Embraer para nivelar melhor o ritmo de entregas ao longo do exercício.
Com a leitura positiva dos dados operacionais, o Bradesco BBI manteve recomendação de compra para Embraer, com preço-alvo de R$ 110 para 2026.






