As ações da Multiplan devem se destacar no setor de shoppings centers nos próximos trimestres, avalia o banco Safra em relatório enviado a clientes, mesmo em um ambiente macroeconômico ainda desafiador. Segundo o banco, a companhia reúne um dos portfólios mais equilibrados do segmento, além de contar com maior liquidez de ações, o que sustenta sua posição como principal escolha dentro do setor.
De acordo com o relatório, as vendas dos lojistas continuam crescendo acima da inflação, enquanto os custos de ocupação permanecem abaixo das médias históricas. Esse cenário abre espaço para reajustes futuros de aluguel, reforçando a qualidade operacional dos ativos. Ainda assim, o Safra pondera que há pouco espaço para uma expansão mais robusta do FFO no curto prazo, considerando o aumento da alavancagem financeira do setor após recentes aquisições e programas de recompra de ações.
Outro ponto positivo destacado pelo banco é a conclusão do ciclo de revitalizações pós-pandemia, que deve resultar em uma queda significativa dos investimentos em capital nos próximos anos. Esse movimento tende a sustentar níveis mais elevados de fluxo de caixa livre entre os operadores de shopping centers.
Ações da Multiplan se beneficiam de menor capex e portfólio equilibrado
Na avaliação do Safra, as ações da Multiplan se beneficiam diretamente da expectativa de redução relevante do capex, fator que diferencia a companhia de seus pares e contribui para uma estrutura financeira mais previsível. O banco destaca ainda que a empresa apresenta maior equilíbrio entre qualidade de ativos, geração de caixa e liquidez no mercado de capitais.
Por outro lado, a Log Commercial Properties aparece como a menos favorita dentro da cobertura do Safra. Segundo o banco, a expansão dos resultados financeiros da companhia é limitada pela maior alavancagem, enquanto o crescimento mais moderado do PIB pode reduzir a demanda por seus armazéns logísticos.
Já a Allos surge como uma possível surpresa positiva. O Safra avalia que o ciclo de flexibilização monetária pode destravar a venda de ativos em condições mais favoráveis, fortalecendo o balanço da companhia. Além disso, ganhos fiscais mais relevantes podem ser capturados à medida que parte dos ativos seja transferida para estruturas de fundos imobiliários.
Perspectivas para o setor
Apesar das restrições ao crescimento do FFO no curto prazo, o Safra mantém uma visão construtiva para o setor de shoppings centers. O banco destaca que a combinação de vendas resilientes, custos de ocupação controlados e menor necessidade de investimentos deve favorecer a geração de caixa nos próximos trimestres, reforçando a atratividade dos principais players do segmento.
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