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Bancos centrais do Uzbequistão e da Malásia lideram compras de ouro

Bancos centrais do Uzbequistão e da Malásia lideram compras de ouro

Dados do World Gold Council indicam que o ritmo de compras de ouro pelos bancos centrais perdeu fôlego

Apesar do ambiente de incerteza sustentar os preços, dados do World Gold Council indicam que o ritmo de compras de ouro pelos bancos centrais perdeu fôlego no início de 2026. Segundo o relatório mais recente, em janeiro, as aquisições líquidas somaram apenas 5 toneladas, abaixo da média mensal de 27 toneladas registrada nos 12 meses anteriores. Entre os destaques de janeiro, o banco central do Uzbequistão liderou as compras, com 9 toneladas adicionais, elevando suas reservas para 399 toneladas — o equivalente a 86% de suas reservas internacionais.

A Malásia voltou ao mercado após anos de inatividade, com aquisição de 3 toneladas, enquanto República Tcheca e Indonésia compraram 2 toneladas cada. China e Sérvia adicionaram 1 tonelada cada, estendendo para 15 meses consecutivos a sequência de compras chinesas, que já representam quase 10% de suas reservas.

Na ponta vendedora, a Rússia reduziu 9 toneladas de suas posições. A Bulgária vendeu 2 toneladas ao Banco Central Europeu, em meio ao processo de adoção do euro concluído em janeiro.

O relatório aponta que a volatilidade recente das cotações e o período de férias podem ter levado algumas autoridades monetárias a adotar postura mais cautelosa. Ainda assim, o conselho avalia que as tensões geopolíticas persistentes devem sustentar o interesse estrutural pelo metal ao longo de 2026 e além.

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O levantamento também destaca que o Banco da Coreia anunciou planos de incluir ETFs de ouro físico listados no exterior em suas reservas a partir do primeiro trimestre, movimento incomum entre bancos centrais.

Segundo o World Gold Council, a ampliação da base compradora pode se consolidar como uma das principais tendências de 2026, refletindo o reposicionamento estratégico das nações em um cenário global mais fragmentado — ainda que o início do ano tenha mostrado desaceleração no ritmo das aquisições.

Cotação

O ouro encerrou a quarta-feira (4) em leve alta, em meio à renovação das incertezas geopolíticas envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. A busca por ativos considerados seguros voltou a ganhar força diante das informações desencontradas sobre possíveis negociações diplomáticas — negadas por Teerã — e das dúvidas em torno da situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de petróleo e potencial foco de pressão inflacionária global.

O contrato do metal precioso para abril fechou com avanço de 0,21% na Comex, cotado a US$ 5.134,70 por onça-troy. O movimento também foi favorecido pelo enfraquecimento do dólar frente a outras moedas fortes.