As ações da Klabin (KLBN11) sobem mais de 2% após a divulgação do balanço financeiro da companhia, pela manhã. A empresa de papel registrou lucro líquido de R$ 387 milhões ante lucro de R$ 585 milhões apurado no mesmo período do ano passado, tendo uma retração de 34%. Já em comparação com o primeiro trimestre deste ano, a fabricante de papel e celulose conseguiu reverter o prejuízo de R$ 497 milhões.
Em relatório o banco BTG Pactual (BPAC11) avaliou que a Klabin apresentou um desempenho resiliente no segundo trimestre, mesmo diante de um cenário desafiador para o setor de papel e celulose. Na visão do banco, o resultado operacional ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, mas ainda não altera a principal tese de investimento da companhia, centrada na redução da alavancagem financeira.
O Ebitda ajustado da Klabin somou R$ 2 bilhões entre abril e junho, em linha com a projeção do BTG e ligeiramente acima do consenso do mercado, que variava entre R$ 1,8 bilhão e R$ 1,9 bilhão.
Segundo o relatório, mesmo desconsiderando um ganho extraordinário de R$ 64 milhões com a venda de terras, o resultado operacional ainda teria superado as expectativas dos investidores.
O banco destacou sinais de melhora em alguns mercados atendidos pela companhia, especialmente no segmento de cartão revestido (coated board), que continua se recuperando após um período de demanda deprimida. O negócio de embalagens também manteve desempenho considerado resiliente.
Outro ponto positivo apontado pelos analistas foi o controle dos custos. Apesar das preocupações do mercado com possíveis impactos do conflito entre Irã e Israel sobre a cadeia de suprimentos, os custos permaneceram praticamente estáveis e dentro da faixa projetada pela companhia para 2026.
Geração de caixa continua pressionada
Por outro lado, o BTG chamou atenção para a fraca geração de caixa livre da Klabin no trimestre.
Pela metodologia utilizada pelo banco, o fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) ficou em apenas R$ 41 milhões, equivalente a um rendimento anualizado próximo de 1%.
A geração de caixa foi pressionada pelo consumo de R$ 358 milhões de capital de giro, pelo pagamento de R$ 142 milhões relacionados a sociedades de propósito específico (SPVs e SPCs) e pelo desembolso de R$ 641 milhões em despesas financeiras, reflexo da sazonalidade do pagamento semestral de cupons da dívida.
Na avaliação do BTG, esse conjunto de fatores continua limitando a velocidade de desalavancagem da empresa.






