O Bradesco BBI mantém uma visão positiva para o setor de educação, mas passou a recomendar mais seletividade entre as empresas após a valorização recente das ações. Em relatório, o banco atualizou suas estimativas e preços-alvo para o fim de 2027 e destacou a existência de valuations ainda atrativos e potencial de retorno total próximo de 60% para suas companhias preferidas.
Entre as mudanças, a instituição elevou em 9% a projeção de lucro líquido de 2027 para a Ânima (ANIM3) e em 4% para a Vitru (VTRU3). Para a Cogna (COGN3), porém, o movimento foi oposto: a estimativa de lucro líquido para 2027 foi reduzida em 18%, ficando 13% abaixo do consenso do mercado.
Segundo o BBI, a revisão para a Cogna reflete tendências mais fracas de captação e pressão sobre receitas e margens da Kroton no segundo semestre de 2026.
Yduqs segue como principal escolha
A Yduqs permanece como a principal escolha do Bradesco BBI no setor, seguida por Vitru e Cruzeiro do Sul (CSED3). As três companhias apresentam, segundo as estimativas do banco, rendimento de fluxo de caixa livre para o acionista próximo de 15% em 2027.
O banco também vê espaço para uma expansão desse indicador em 2028, em um cenário de esperada queda dos juros. A combinação entre geração de caixa e eventual redução do custo de capital é apontada como um dos fatores que sustentam a visão positiva para as empresas selecionadas.
No caso da Vitru, o BBI projeta uma distribuição equivalente a 60% do lucro líquido ajustado de 2026. Se a estimativa se confirmar, o dividend yield da companhia ficaria em aproximadamente 11%, sem impedir uma desalavancagem moderada ao longo de 2027.
Para o banco, essa possibilidade também é relevante para a avaliação do setor porque demonstra a capacidade de geração de caixa da Vitru mesmo diante de sua maior exposição ao ensino digital, segmento considerado mais sujeito a desafios macroeconômicos e regulatórios.
Cogna é rebaixada para neutra
A principal mudança no relatório envolve a Cogna. O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da companhia de compra para neutra e reduziu o preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 3,80 para R$ 3,10.
A revisão combina três fatores apontados pelo banco: menor atratividade relativa da ação após a valorização recente, enfraquecimento da dinâmica operacional e impactos do novo marco regulatório do setor de educação.
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