A Klabin (KLBN11) registrou lucro líquido de R$ 387 milhões no segundo trimestre de 2026 ante lucro de R$ 585 milhões apurado no mesmo período do ano passado, tendo uma retração de 34%. Já em comparação com o primeiro trimestre deste ano, a fabricante de papel e celulose conseguiu reverter o prejuízo de R$ 497 milhões.
A receita líquida somou R$ 5,15 bilhões entre abril e junho, crescimento de 4% em relação ao segundo trimestre de 2025. No semestre, a receita permaneceu praticamente estável em R$ 10,1 bilhões.
O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,96 bilhão no trimestre, avanço de 18% na comparação anual. Com isso, a margem Ebitda ajustada subiu para 38%, quatro pontos percentuais acima dos 34% registrados no segundo trimestre de 2025. No acumulado do primeiro semestre, porém, o Ebitda ajustado recuou 7%, para R$ 3,63 bilhões, enquanto a margem passou de 39% para 36%.
O volume total de vendas atingiu 1,018 milhão de toneladas no trimestre, praticamente estável frente aos 1,011 milhão de toneladas vendidos um ano antes. No acumulado de seis meses, as vendas cresceram 6%, para 2,029 milhões de toneladas.
Vendas de celulose recuam
Por segmento, as vendas de celulose recuaram 2% no trimestre, para 386 mil toneladas. Já os papéis registraram crescimento de 4%, alcançando 359 mil toneladas, enquanto o segmento de embalagens avançou 6%, para 273 mil toneladas.
Na receita por divisão, o desempenho foi misto. A receita de celulose caiu 9% na comparação anual, para R$ 1,45 bilhão. Em contrapartida, papéis cresceram 1%, para R$ 1,71 bilhão, e embalagens avançaram 3%, totalizando R$ 1,92 bilhão.
As vendas destinadas ao mercado interno ganharam participação no trimestre. Em volume, passaram de 51% para 54% do total comercializado. Já na receita líquida, a participação do mercado doméstico aumentou de 61% para 67%, reforçando a estratégia da companhia de ampliar sua exposição ao consumo brasileiro.
A dívida líquida encerrou junho em R$ 24,03 bilhões, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre, mas 14% inferior ao registrado um ano antes. O indicador de alavancagem, medido pela relação dívida líquida sobre Ebitda dos últimos 12 meses, caiu de 3,7 vezes para 3,2 vezes, tanto em reais quanto em dólares, indicando melhora na estrutura financeira da companhia.
Os investimentos (capex) totalizaram R$ 657 milhões no segundo trimestre, redução de 2% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do semestre, os aportes somaram R$ 1,296 bilhão, queda de 19%.
Os resultados refletem um trimestre marcado pela recuperação da rentabilidade da Klabin, sustentada pelo avanço operacional, melhora das margens e redução da alavancagem financeira, apesar da pressão ainda observada no segmento de celulose.
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