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Ações da Iguatemi caem cerca de 1% após balanço; entenda

Ações da Iguatemi caem cerca de 1% após balanço; entenda

Embora o balanço tenha vindo em linha com as expectativas do mercado, o BTG Pactual avaliou que o desempenho operacional apresentou sinais mistos

As ações da Iguatemi (IGTI11) recuam cerca de 1%, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre deste ano. Embora o balanço tenha vindo em linha com as expectativas do mercado, o BTG Pactual (BPAC11) avaliou que o desempenho operacional apresentou sinais mistos, principalmente pela desaceleração das vendas nas mesmas lojas e dos aluguéis.

Segundo o banco, o principal destaque positivo ficou com a geração de caixa. O FFO (Funds From Operations) alcançou R$ 175 milhões no trimestre, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado e cerca de 6% acima da estimativa do BTG, impulsionado por um resultado financeiro melhor do que o esperado.

Já o Ebitda ajustado somou R$ 295 milhões, queda de 17% na comparação anual, em linha com as projeções da instituição financeira. O desempenho reflete uma base de comparação mais forte, já que o segundo trimestre de 2025 incorporava os efeitos integrais da aquisição dos shoppings Pátio.

A receita líquida atingiu R$ 396 milhões entre abril e junho, recuo de 3% na comparação anual, também em linha com as estimativas do BTG.

Desaceleração das vendas decepciona

Na avaliação dos analistas, o principal ponto de atenção do trimestre foi o desempenho operacional dos shoppings.

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As vendas nas mesmas lojas (SSS) cresceram apenas 1,7% em relação ao segundo trimestre de 2025, abaixo da expectativa de alta de 5% do BTG. O banco atribuiu o desempenho à base de comparação elevada e aos efeitos da Copa do Mundo de Futebol, que impactaram o fluxo de consumidores.

O crescimento dos aluguéis nas mesmas lojas (SSR) também ficou abaixo das projeções, avançando 2,7% na comparação anual, o que representa crescimento real de 1,8%.

Apesar disso, outros indicadores operacionais permaneceram sólidos. A taxa de vacância encerrou o trimestre em 3,1%, redução de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

O custo de ocupação dos lojistas permaneceu saudável em 10,8% das vendas, enquanto a inadimplência seguiu praticamente nula, em apenas 0,1%.

BTG mantém recomendação de compra

Na visão do BTG Pactual, os resultados do segundo trimestre foram mistos. De um lado, o desempenho financeiro foi considerado sólido, com geração de caixa acima das expectativas e um Ebitda que, em base comparável, apresentou evolução positiva. Por outro, o ritmo mais fraco de crescimento das vendas e dos aluguéis nas mesmas lojas limitou o entusiasmo dos investidores.

O banco informou que pretende revisar suas projeções para a companhia após a divulgação do balanço, mas manteve, por enquanto, a recomendação de compra para as ações da Iguatemi.

Segundo os analistas, o portfólio de shoppings premium da empresa continua sendo um diferencial competitivo e deve tornar a companhia mais resiliente em um ambiente macroeconômico desafiador no Brasil. Além disso, os papéis seguem negociados a cerca de 9,5 vezes o múltiplo preço/FFO projetado para 2027, patamar que o BTG considera atrativo.

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