As ações da Braskem (BRKM5) operam em forte queda nesta terça-feira (30), refletindo a piora na percepção do mercado sobre a situação financeira da petroquímica. Por volta do início da tarde, os papéis BRKM5 recuavam 4,25%, cotados a R$ 6,33, liderando as perdas do Ibovespa. No pregão, a ação chegou à máxima de R$ 6,40 e à mínima de R$ 5,83.
O movimento ocorre após as agências Fitch Ratings e S&P Global Ratings rebaixarem a classificação de crédito da companhia. A Fitch reduziu a nota global da Braskem para C, enquanto a S&P passou a classificá-la em D, indicando um aumento significativo do risco relacionado à capacidade da empresa de honrar seus compromissos financeiros.
A revisão das notas foi anunciada depois que a petroquímica obteve na Justiça uma tutela de urgência cautelar que suspende, por 60 dias, a execução de determinadas dívidas financeiras. A medida permite que a empresa avance nas negociações com credores, mas também reforçou as preocupações do mercado sobre sua situação de liquidez.
Ações da Braskem sofrem pressão após decisões de agências e banco
Além do rebaixamento das classificações de crédito, o JPMorgan reduziu a recomendação para os papéis da companhia de compra para neutra e cortou o preço-alvo de R$ 15 para R$ 7,50.
Na avaliação das agências de risco, a capacidade da Braskem de cumprir suas obrigações financeiras se deteriorou de forma significativa. Esse cenário tende a dificultar o acesso da companhia ao mercado de crédito e pode elevar o custo de futuras captações de recursos, ampliando a pressão sobre as perspectivas da empresa e sobre as ações da Braskem.
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