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Ações da Azul não decolam e derretem mais de 60%

Ações da Azul não decolam e derretem mais de 60%

Por trás dessa queda intensa, está o encerramento da oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias e preferenciais

As ações da Azul (AZUL53) derretem mais de 64% nesta terça-feira (13), chegando a estarem sendo negociadas a aproximadamente R$ 48. Isso tudo ocorre porque a reestruturação da companhia ainda encontra dificuldades em decolar e o processo ainda está com o trem de pouso abaixado.

Por trás dessa queda intensa, está o encerramento da oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias e preferenciais, resultando em aumento de capital, mediante emissão de 723.861.340.715 novos ativos ON e mais 723.861.340.715 novos ativos PN.

A verdade é que as ações da companhia aérea voam em forte turbulência por conta desse processo de aumento bilionário de capital. Há cerca de quatro dias, os papéis chegaram a subir 200% em um só dia, depois de terem caído 90% no dia anterior. E agora está se aproximando novamente desse patamar de queda intensa. O que significa que os investidores ainda precisam manter os cintos afivelados.

Próximos passos da recuperação da Azul

A empresa aérea espera homologar, em 14 de janeiro, o aumento de capital decorrente do exercício dos bônus de subscrição já emitidos, após a conclusão das liquidações financeiras realizadas no ambiente da B3 ($B3SA3). Essa etapa marca o avanço do processo de recapitalização previsto no plano aprovado anteriormente.

Outro ponto central envolve a conversão obrigatória das debêntures da primeira emissão de debêntures conversíveis da Azul. Conforme aprovado em Assembleia Geral de Debenturistas realizada em 7 de janeiro, a companhia solicitará, em data ainda a ser definida, a conversão dessas debêntures. A operação foi aprovada inicialmente à razão de 1.498.422 ações preferenciais por debênture, mas, com a ocorrência da conversão, a relação será automaticamente ajustada para a entrega de ações ordinárias, mantendo a equivalência de 75 ações ordinárias para cada ação preferencial.

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A Azul também reiterou a emissão dos chamados Bônus de Subscrição GUC, destinados a determinados credores quirografários. Caso exercidos, esses instrumentos poderão garantir aos credores até 5,5% das ações ordinárias da companhia, em base totalmente diluída, logo após o encerramento da reestruturação. A emissão assegura direito de preferência aos acionistas existentes, embora esse direito possa ser renunciado, conforme a legislação aplicável e as regras do plano de reorganização, inclusive no caso de credores classificados como 1L e 2L.

Além disso, a companhia prevê a realização de uma nova oferta pública de ações, com registro automático na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para captar até US$ 950 milhões em novos recursos. Parte dos credores poderá integralizar as ações emitidas nessa oferta por meio da conversão de créditos existentes contra a Azul. A operação será ancorada por investidores comprometidos, nos termos de um acordo de backstop firmado com stakeholders estratégicos.

De acordo com o plano aprovado no Chapter 11, as ações da oferta de novos recursos serão emitidas com um desconto de 30% em relação ao valor da companhia definido no processo de reorganização. A transação deverá resultar em uma diluição aproximada de 80% da base acionária então existente, reforçando o caráter transformacional do processo de reestruturação da Azul.

O que acontece com a Azul?

Assim como a Gol (GOLL54), a empresa está em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, junto à Corte de Falências de Nova York, no mesmo chapter 11 que sua concorrente nacional. Assim, a empresa emitiu as novas ações para converter parte da dívida em ativos; dessa forma, credores passam a ser acionistas da empresa.

Ao longo do ano passado, a companhia informou que, com sua recuperação judicial, pretendia eliminar cerca de US$ 2 bilhões de seu balanço e levantar até US$ 950 milhões por meio da planejada oferta pública de ações.

O balanço da companhia do terceiro trimestre, divulgado em novembro, mostrou que a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 644,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 389,7 milhões observado no mesmo trimestre de 2024.

Naquela ocasião, a receita total alcançou R$ 5,7 bilhões, impulsionada por demanda ainda aquecida e forte performance das unidades de negócios. O índice RASK subiu 4,4%, mesmo com aumento de 7,1% na capacidade medida em ASK, refletindo maior eficiência e melhora no mix de operação.

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