O BTG Pactual incluiu o Banco Pine (PINE4) e a Dexco (DXCO3) na carteira recomendada de small caps para outubro. Saem o Inter (INBR32) e a OceanPact (OPCT3), em uma troca que tira a carteira do setor de petróleo e gás e substitui um banco por outro.
Permanecem Cosan (CSAN3), Smart Fit (SMFT3), Sanepar (SAPR11), Orizon (ORVR3), 3tentos (TTEN3), Tenda (TEND3), Bemobi (BMOB3) e Panvel (PNVL3). As dez ações têm peso igual, de 10% cada.
A carteira é assinada por Carlos Sequeira, Leonardo Correa, Antonio Junqueira, Osni Carfi, Bruno Ferreira, Marcel Zambello e Bruno Carrenho. A referência é o índice de small caps da B3, o SMLL.
Pine e Dexco chegam descontadas
O Pine entra com potencial de valorização de 44%, nas contas do BTG. Entre as empresas cobertas pelos analistas, o banco tem sido o principal vencedor no novo crédito consignado privado.
Ao contrário do que se esperava no início, a originação e os spreads continuam melhorando, o que sustenta novos ganhos de rentabilidade. Com isso, a ação deve negociar perto de 4 vezes o lucro deste ano e cerca de 3 vezes o de 2027.
“Com mais de 300 pessoas trabalhando exclusivamente nessa linha de negócio, o banco decifrou o código em um novo segmento no qual muitos bancos tradicionais e neobanks têm enfrentado dificuldades para entrar”, escreveram Carlos Sequeira, Leonardo Correa, Antonio Junqueira, Osni Carfi, Bruno Ferreira, Marcel Zambello e Bruno Carrenho.
A Dexco entra como uma tese de reestruturação. Depois de chegar a 3,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda, a companhia ajustou a capacidade de produção, cortou custos e vendeu ativos não essenciais, incluindo operações florestais.
A alavancagem caiu para 2,7 vezes e, na visão do BTG, deve recuar mais. Os analistas esperam um bom resultado da divisão de Madeira no 3º trimestre de 2026 e mais um trimestre de margens normalizadas na Deca.
Como a dívida é atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), juros mais baixos tendem a ajudar. A ação negocia a 4,3 vezes o EV/Ebitda (valor da firma sobre Ebitda) estimado para 2027, com potencial de alta de 20%.
Tenda e 3tentos ficam mesmo após quedas
A Tenda foi a pior ação da carteira em setembro, com queda de 18,4%, enquanto o SMLL subiu 5,2%. Ainda assim, foi mantida. Para o BTG, a pressão ligada à postura mais restritiva da Caixa Econômica Federal na aprovação de crédito deve se dissipar.
Os analistas não revisaram de forma relevante as projeções de lucro por ação, e o papel já caiu cerca de 30% desde as máximas recentes. A construtora negocia a 3,5 vezes o lucro projetado para 2027, e a subsidiária Alea segue como opcionalidade.
“A ação também pode oferecer alguma proteção eleitoral ao nosso portfólio caso o governo atual, que tem uma forte agenda de habitação popular, permaneça no poder”, escreveram Sequeira, Correa, Junqueira, Carfi, Ferreira, Zambello e Carrenho.
A 3tentos, que caiu 11,4% em setembro e mais de 30% nos últimos meses, também ficou. As margens industriais fracas do 2º trimestre de 2026 pesaram, mas os analistas veem poucos sinais de deterioração estrutural.
A empresa concluiu investimentos em esmagamento de soja, biodiesel e etanol de milho, que devem ampliar volumes e lucros. Negociando a cerca de 5 vezes o lucro de 2027, tem o maior potencial de valorização da carteira, de 155%.
A eleição também aparece na tese da Sanepar, única ação da carteira com recomendação neutra. A estatal negocia a 6 vezes o lucro de 2026, e o BTG vê espaço para ganhos caso o futuro governador decida privatizá-la ou melhorar a gestão.






